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Nótulas soltas da minha agenda

É importante votar. Votar bem, porém. Esclarecidamente!

N/D
3 Mai 2004

1 Para ser “politicamente correcto” deveria dizer: acho as festas estudantis um “must”; acho imensa graça às bebedeiras académicas colectivas; e outras coisas assim. In. Mas não sou, nem quero ser, “politicamente correcto”.

2. Vêm aí as eleições para o Parlamento Europeu. Muitos cidadãos portugueses pensam que não são importantes a não ser para quem vai ser eleito já que o seu salário é magnífico. Discordo. Estas eleições são importantes. Temos de fazer escolhas livres, responsáveis e consonantes com o que dizemos pensar.

Por exemplo, deveríamos preocupar-nos com o que pensam os candidatos em assuntos tão graves e tão cheios de consequências como os que dizem respeito à defesa do Direito à Vida, da concepção à morte natural, ou sobre o que pensam sobre a Família.

Assim, por exemplo, seria necessário sabermos como os nossos representantes irão agir – propondo, apoiando ou recusando – em matérias como o Aborto, a Eutanásia, a manipulação genética ou a clonagem.

Que acções irão desenvolver no sentido de valorizar, apoiar, promover e defender a Família (assente na monogamia, na estabilidade e na heterossexualidade)? Que políticas económicas irão implementar que defendam os interesses dos trabalhadores face à globalização indecente e imoral que está a emergir?

Outras questões se devem colocar a quem deve votar livremente, responsavelmente e coerentemente. Depois, o voto, o meu voto e o de cada um de nós, é fundamental e pode ser decisivo. Por isso, é importante votar. Votar bem, porém. Esclarecidamente!

3. Jorge Tinoco teve a gentileza de me oferecer o seu último livro – “Alguns escritos (revistos)”. Estou a lê-lo com interesse crescente. Alguns poemas são mesmo belos. Espero que este jovem escritor continue!

4. Deu-me que pensar. Li e quase não acreditei: em 14 anos de guerra no Ultramar (eu estive lá!) morreram 8.831 militares. É muito e é lamentável. Mas, no mesmo tempo, 14 anos (de 1990 a 2003), morreram 26.830 pessoas em acidentes nas nossas estradas! (cfr. “Pública”, n.º 413, de 2004.04.25). Ou seja, cerca de 63 militares por ano morreram em África (nem todos em combate, porém). E cerca de 1.916 por ano, na “guerra civil” que se vive nas estradas de Portugal! Bem sei que ficaram muitos estropiados da guerra no Ultramar. Mas também na “guerra das estradas”.

5. Alguns cidadãos pararam no tempo. Num dia, num mês e num ano: 25 de Abril de 1974. Já mudámos de século e de milénio. Está aí a globalização, com todos os desafios que nos coloca em termos dos célebres três “d”: democratizar, desenvolver e descolonizar. Não sei se estamos mais democráticos (mais participativos), se o nosso grau de desenvolvimento é o desejável e se não estaremos a passar por um novo tipo de colonização em que agora estaremos na categoria de ameaçados por novas formas de colonização.




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