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Outro ponto de vista…

Sabemos, até pela experiência quotidiana, que “não existem almoços de graça”!

N/D
30 Abr 2004

Uma das consequências da operação policial “apito dourado” foi trazer para o debate público a questão do financiamento da actividade política.

Uma primeira nota, talvez merecedora de alguma reflexão, é tentar perceber as proximidades entre vários actores que desenrolam as suas actividades em áreas de grande projecção social como, por exemplo, o futebol e a acção politica formal.

Não emito juízos de valor, mas julgo estarmos perante uma grande hipocrisia.

Todos sabemos que o custo de uma campanha eleitoral é elevado. Em qualquer campanha gasta-se muito dinheiro!

Existem pessoas que contribuem com o seu melhor, seja um donativo em géneros ou, a maior parte, com a generosidade própria de quem acredita em ideias que devem ser colocadas ao serviço de todos.

Não julgo que a postura mais correcta seja a da avestruz. O problema existe e talvez tenha chegado o tempo de pensar na melhor forma de evitar que a actividade política se transforme num imenso “lodaçal”.

Causa-me alguma surpresa quando verifico que quem tem o poder, ou esteja próximo do poder, pareça ter uma varinha multiplicadora das coisas.

Causa-me mesmo alguma perplexidade quando vejo e assisto a algumas benesses dadas a alguns… E pergunto-me porquê!

Aliás, quando alguém, e refiro-me objectivamente ao senhor Presidente da Câmara Municipal do Porto, separou as águas, isto é, não misturando acção política com acção politiqueira, um coro de protestos se abateu sobre ele. O tempo vem dando razão ao edil portuense… As obras são feitas nos prazos e nos custos contratualizados. Até o clube mais representativo da cidade tem
ganho mais vezes.

Só com um discurso de pura demagogia não querendo inteligir o essencial se pode defender uma outra posição.

O mundo do futebol tem as suas regras, o mundo dos negó-cios, sejam eles de obras públicas ou outras, também, mas a actividade mais nobre, a política, não se pode subjugar a interesses particulares porque ela tende para o todo e nós sabemos, até pela experiência quotidiana, que “não existem almoços de graça”!




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