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O cuidado com as pré-mamãs

Longe de mim menosprezar as instituições que procuram ajudar as crianças, que bem precisam actualmente, tão mal tratadas são, até pelos familiares mais chegados, como sejam os pais.Considero que as circunstâncias que deram lugar ao aparecimento de uma nova vida no seio materno, não mancham o novo ser concebido, que tem a sua dignidade própria.

N/D
24 Abr 2004

Assim gosto de saber que a par de associações que se dedicam a socorrer as crianças carenciadas de família, de afecto, de bens essenciais, etc., há as que se dedicam a protegê-las por antecipação, isto é, acolhem devidamente as mulheres que levam em si a vida a começar.

Se para muitas mulheres a confirmação da gravidez é motivo de alegria, para muitas é o culminar de angústias e frustrações sem fim.

Enquanto as primeiras são rodeadas de atenções e cuidados, para que nada aconteça de mal ao pequenino ser que trazem em si, as segundas são aliciadas para o aborto, como solução para a situação de solidão, pobreza, insegurança e marginalização. Cabe aqui perguntar o que é feito daqueles que deram origem a tal situação. Muitas das vezes, cobardemente desaparecem e abandonam a mãe e o filho, sem que qualquer voz se levante na sociedade contra eles!

Aparecem então as Associações Pró-Vida que procuram dar às mulheres soluções reais, acolhendo-as a elas e depois aos filhos, educando-os nos primeiros anos de vida.

O que é, porém, mais preciso é prevenir e isso exige uma educação para a responsabilidade sexual, que leve a não realizar actos que possam dar lugar a uma nova vida se esta não pode ser acolhida com dignidade e o respeito que merece. Essa educação está bem longe da que exigem um “grupelhos” de adolescentes: “Queremos Educação sexual nas Escolas”. Essa tal, nem educação se pode chamar, pois não passa de uma informação por vezes eivada de erros, incorrecções e distorções. Quem fala aí em continência? Ninguém, porque tal é um conceito «antiquado!». Só falam em «sexo seguro», sem amor e sem responsabilidade, fora do Matrimónio, lugar único para o aparecimento de uma nova vida.

Entre o instinto maternal que deseja conservar a vida e o “alívio” que sentiriam ao desfazer-se do novo encargo, trava-se uma luta enorme e aí as futuras mães precisam de uma mão amiga que as ajude. Na maioria dos casos o problema dessas mães não é a vinda do filho, mas o ter de suportar as circunstâncias que as rodeiam e lhes são adversas. Se se procura remover ou atenuar essas circunstâncias, a mãe recupera a felicidade e o filho é uma dádiva.

As autoridades criam leis que abrem caminho ao aborto – tem de haver algo que contrariando, abra o caminho à vida. A isto pode chamar-se «cultura da vida».

As previsões apontam para uma diminuição da natalidade muito penalizante para os jovens – terão de trabalhar para que os idosos possam continuar a ter as suas pensões de reforma e como a esperança de vida é agora muito alta, o panorama não é risonho. Se não houver uma inversão de marcha, mas sobretudo de mentalidades daqui a 20 anos a situação pode chegar à ruptura.

A política de natalidade tem de ser pensada, não com recurso à fecundação artificial: imoral, dispendiosa e insegura, mas recorrendo a uma verdadeira «Educação sexual» na idade própria e própria para a idade e ao reconhecimento do valor da vida humana, criando ajudas às famílias que têm a «coragem» de fugir ao filho único.

A fecundação artificial, para mim, pode ser causa de muitos traumatismos. Que sentirá uma criança ou um adolescente ao saber que foi gerado num tubo de ensaio? Com certeza que se sente «diferente» dos outros que foram concebidos segundo as leis da Natureza.




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