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TV e cultura

Chega-nos do mundo missionário um grito de alarme: é penalizante a audiência que regula a vida das televisões.

N/D
18 Abr 2004

Com efeito a avaliação quantitativa do sucesso dos programas televisivos marginalizou e sufocou a informação positiva, que leva o público a reflectir, privilegiando uma comunicação emotiva, confusa e sensacionalista. O telespectador é bombardeado continuamente com imagens e conteúdos sempre mais violentos, como uma espécie de overdose emocional.
Neste contexto não há espaço para a reflexão necessária para compreender as pessoas que estão próximas e que sofrem não apenas de fome mas sobretudo pela perda da esperança.

Segundo um grupo de missionários e especialistas em comunicação, «há programas bons e programas ruins, assim como há pessoas sérias e outras não. Também quando na televisão se fala das actividades de evangelização, quase sempre vem exaltado o aspecto mais forte e mais escandaloso. Contactam-nos na África ou na Ásia somente para saber quantos foram assassinados e se fizemos registos televisivos de tais acontecimentos».

«É frustrante: o nosso trabalho quotidiano está num nível completamente diferente. As inúmeras pequenas histórias positivas de regresso à esperança que nós vivemos em cada dia não encontram cidadania na TV». Mas o problema não é somente das missões, completaram.

«Se se tira a esperança das estratégias edito-riais do sistema mass media e se se tira o espaço para reflectir sobre a necessidade de criar fra-ternidade, o mundo inteiro deverá sofrer as consequências».
Os missionários propõem uma espécie de fórum que defenda e promova a qualidade da informação e do passatempo. Aqueles que vivem quotidianamente os valores mais altos da solidariedade, referem que os verdadeiros indicadores são os programas que fazem crescer as pessoas e as nações do ponto de vista cultural, da solidariedade, do respeito recíproco.

A TV como que nos hipnotiza e torna dependentes como a droga. Não se presta atenção a ninguém.

Não era mau seguir o conselho do Cardeal Martini: «Feche a sua TV durante 24 horas – um dia por semana. Não é por repulsa, nem por protesto, nem por condenação. É apenas por terapia psíquica, por tratamento salutar e vital».

Somos por uma informação e formação televisiva que faça crescer a cultura dos povos, humana, solidária, cheia de esperança, na paz, no optimismo e na fraternidade.




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