Fotografia:
O terrorismo

A luta terá de ser ideológica e tem, por base, um único vector: – o direito que cada ser humano tem a viver, qualquer que seja o seu espaço, religião ou cultura

N/D
15 Abr 2004

O coração humano ainda estreme com a vibração do monumental estrondo das bombas madrilenas. Sob as nossas cabeças, ainda esvoaçam os estilhaços virtuais daquela negregada explosão.
Curados os vivos e enterrados os mortos, ficou a discussão viva e apaixonada, sobre a possibilidade de outros crimes. A monumental pirueta política, desencadeada no acto eleitoral espanhol, já pouco interessa.

Pavor e medo foram semeados a esmo, por todo o lado.

Pouco importa, agora, discutir a influência da guerra do Iraque, quer no desencadear desta hecatombe, quer em ter evitado, possivelmente, outras.

Com ou sem guerras, a ameaça é bem patente.

A alusão ultimamente feita pelos terroristas ao factor «cruzados» é bem explicita e só a não entende quem desconheça as célebres «Cruzadas» feitas pelos povos do ocidente a terras do oriente ou quem ignore a chamada «colonização».

Não vale a pena escamotear a questão. Na base de tudo isto, existe uma reivindicação que tem por base motivos étnicos, culturais e religiosos.

Na Europa sempre houve migração e invasão de povos. Primariamente, a migração era guerreira; agora, é de ideias e costumes.

A invasão feita por migrantes de África e do oriente está feita.

A Europa já tem no seu seio milhares e milhares de habitantes, naturais de nascimento, mas estrangeiros de usos e costumes.

No futuro, com maioria de votos, disputarão a administração local e imporão as suas mentalidades. O choque nas sociedades europeias será tremendo e demolidor.

A invasão é de usos e costumes e parece pacífica, mas tem a protegê-la e a caucioná-la a guerra do terrorismo.

Por isso, no momento, o fulcro da questão está em saber reagir ao terrorismo?…

A luta terá de ser ideológica e tem, por base, um único vector: – o direito que cada ser humano tem a viver, qualquer que seja o seu espaço, religião ou cultura.

Ora, quem melhor do que a Igreja poderá falar da vida e da morte, dos direitos dos povos, da paz, da solidariedade?…

A Igreja proclama «Não matarás»; ensina que a vida é dom de Deus e que só ele a pode tirar; condena tudo quanto seja homicídio ou suicídio; manda respeitar o outro como um irmão, seja branco ou preto; prega que as almas do outro mundo jamais cá conseguem voltar; no Natal de Jesus, pediu a paz entre os homens de boa vontade e recomenda incessantemente a ajuda dos que podem aos que precisam.

– E o que se vê, em Portugal?…

Discute-se o aborto que é a negação da vida; pede-se o ensino da sexualidade nas escolas, não por causa da natalidade, mas, precisamente, para a evitar; desmorona-se a família e evita-se a prática religiosa; dificulta-se o ensino da Moral nas Escolas; alarga-se a criminalidade e a violência; pratica-se a mortalidade nas estradas, etc.

Isto é, cava-se a sepultura dos valores morais e cristãos da civilização ocidental e, ingenuamente, prepara-se o terreno, para aqui implantar os usos e costumes da cultura islâmica.

Mário Soares falou em diálogo com os terroristas. O diálogo implica consensos e trocas. Por isso, pergunta-se: – Dialogar o quê?…

A religião, os costumes, o ensino, a civilização?…

A mulher ocidental estará disposta a encobrir os lindos penteados com o véu islâmico e a prescindir das linhas enviesadas da moda?… O homem europeu, que tanto lutou contra o pé-descalço, vai-se descalçar, à entrada da Igreja?… O catolicismo vai renegar princípios consagrados, para albergar desígnios do Corão?… A Mealhada vai prescindir do leitão e Ponte de Lima do sarrabulho?…

– Nem pensar!… Cultura e civilização têm espaços próprios, onde se criaram e desenvolveram; fora deles, os povos têm de respeitar e conviver, pacificamente, com outras culturas e civilizações. Já diziam os antigos:

– Em Roma… sê romano!…




Notícias relacionadas


Scroll Up