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Nótulas soltas da minha agenda

1 A Associação Mulheres em Acção acaba de instaurar um processo judicial contra os deputados Francisco Louçã e Alda Sousa por injúrias contra aquela associação. A tolerância é uma virtude que não pode ser ignorada, mas tem limites: a da dignidade da pessoa humana.

N/D
5 Abr 2004

São intoleráveis a calúnia e a difamação! E a intimidação também não é um processo democrático nem respeitador dos direitos humanos.

Aquela associação merece o meu aplauso. Aqui fica o endereço para quem quiser mostrar o seu apoio: geral@mulheresemaccao.org.

Recordo, a propósito, que já aqui mostrei a minha indignação quando ouvi aquele deputado insultar todos os que estão contra o aborto chamando-lhes uns “talibãs”!

2. O Instituto Nacional de Estatística acaba de divulgar dados sobre a possível evolução da população portuguesa até ao ano de 2050. Já se sabia que Portugal, com uma taxa de natalidade baixíssima (1.4), já não renova as suas gerações desde 1982. Também não se ignora que a esperança de vida tem aumentado. Mas pensar que daqui a meio século os portugueses são bastante menos podendo chegar, numa hipótese mais negativa a 7 milhões e meio de habitantes… Dá (deveria dar!) que pensar. A mentalidade contraceptiva que foi imposta a partir, sobretudo, da década de 70 do século XX tem aí os resultados!

… Podemos ter a certeza que o Inverno demográfico que estamos a viver tem preço muito elevado. Já se começou a sentir na área das reformas.

3. Há dias, um jovem (18 anos?) perguntou-me: «Jesus Cristo existiu mesmo ou é ficção?» Fiquei estupefacto. Não se passou este diálogo na Arábia Saudita, no Japão ou no Sudão. Foi em Braga. O jovem é bracarense dos “quatro costados”. Até vê as procissões da Semana Santa. É inquietante!

4. Pedro Strech escreveu e eu subscrevo: «Em Portugal, muito do trabalho social tem sido levado a cabo por organizações não governamentais, como instituições privadas de solidariedade ou outras. É a intervenção destas pessoas que devemos continuar a apoiar, pois são elas que quase sempre estão no terreno e, com espírito de luta e entrega diários, continuam a levar luz a muitas crianças e adolescentes» (in “Público”, de 1 de Abril).

5. Fiquei inquieto com a ameaça de greve do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras). Não duvido da justeza das reivindicações. A ocasião, durante o Euro 2004, é que me parece perigosa atendendo às circunstâncias mundiais que estamos a viver.

6. A propósito do livro de Saramago, “Ensaio sobre a lucidez”, o voto em branco defendido e promovido é uma ameaça à democracia. É legítimo e válido. A lei prevê-o. Mas aconselhar a sua generalização é ataque cerrado à democracia parlamentar com base nos partidos políticos. Há outras formas de demonstrar a nossa insatisfação, face ao nosso descontentamento, e a nossa indignação.




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