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Como se trava o terrorismo?

É esta a pergunta que mais se faz nestes nossos tempos em que o terrorismo tomou conta da nossa tranquilidade e ameaça tornar-se parte do quotidiano mundial. Não é seguramente pela concertação entre eles e as partes ameaçadas. O problema reside em saber quem não é ameaçado?

N/D
29 Mar 2004

Parece que teremos de concluir que todo o mundo está ameaçado. Uma das perguntas que se impõe é esta: devemos negociar com os terroristas, quer se chame Al Qaeda, ETA ou Hamas? Somos por aqueles que dizem que a negociação é uma capitulação perante os terroristas. Os portugueses, como todos os povos do Mundo, receiam uma acção violenta que semeie a morte e prolifere estropiados aos milhares, como foram os produzidos pelos atentados perpetrados no 11 de Setembro, na América, ou o 11 de Março, em Espanha. Sendo isto uma probabilidade releva a favor do medo. O terrorismo não se trava senão tornando-o inoperacional.
Comparamos o terrorismo, na sua parte oculta e sub-reptícia, às águas vadias soltas no lameiro. Quando tudo parece seco e seguro o pé sempre encontra água onde se molhe. Para o travar é preciso conhecê-lo por dentro. E como? A espionagem tem que voltar a ser activada, talvez em moldes diferentes dos do passado, mas será aqui que reside, senão o remédio para a cura, pelo menos uma terapia para a prevenção. Segundo, as células terroristas devem estar a servir-se de mercenários e estes não têm, nem pátria, nem causa; a sua pátria é o local da acção e a sua causa é o dinheiro.

Não é nada fácil, num mercado destes, saber quem são os operacionais, certamente que não. Mas para isso há os infiltrados e em todas as épocas nunca faltaram as Mata-Hari. Difícil é certamente, mas quem se recorda da Resistência francesa, só para citarmos esta, aquando da ocupação da França pelos alemães na II Grande Guerra, poderá verificar que nada foi fácil, que tudo foi muito difícil e que muitos perderam a vida na espionagem e na contra espionagem. Por outro lado as fronteiras têm que voltar a existir, deixando as liberdades de circulação de pessoas que vêm do Tratado de Roma, para outras épocas, fora destes circunstancialismos.

Os espaços abertos, sem controlo, só são bons para pessoas de bem que fazem do seu comportamento um acto de civilização. Para os que não têm nem alma nem escrúpulos, as fronteiras têm que funcionar se não como grades, pelo menos como diques. Qual espaços abertos, qual carapuça? Espaços fechados, bem fechados. É preciso restaurar o controlo rigoroso pelo ar, mar e terra. Venham os postos fronteiriços, venham mais e melhores aparelhos de controlo electrónico nos aeroportos, ou onde forem julgados necessários. Não nos importamos nada que vejam mais em detalhe as coisas que transportamos.

É preferível vermos postos de controlo do que não vermos nada nem ninguém a velar pela nossa segurança. Pessoalmente preferimos gastar uns minutos nas portagens e postos de controlo dos aeroportos, do que perder num minuto a vida; trocar a existência por uma certa comodidade de passar em luz verde, parece-nos mais que laxismo, assemelha-se-nos a inconsciência e das grandes.

E que se diga que apoiamos um sistema de vigilância extremo, pois que se diga porque não só é verdade como é extraordinariamente necessário. Como diz o povo, para grandes males grandes remédios. Daqui para a frente não é contra os canhões, marchar, marchar que devemos dizer, daqui para a frente é contra o terrorismo vigiar, vigiar, que devemos exigir.




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