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Meditação no tempo…

Com o tempo dás-te conta de que os verdadeiros amigos sabem dizer-te não, discordam da tua opinião; e se feriste muito algum deles, provavelmente a vossa amizade jamais será igual. Dás-te conta de que os amigos são sempre poucos e que deves procurá-los sobretudo quando não precisas deles.

N/D
14 Mar 2004

Com o tempo aprenderás que perdoar ou pedir perdão, dizer que amas e que sentes falta, junto de uma urna, deixa de fazer qualquer sentido. Será bom ter presente que nos tornamos velhos muito rapidamente e sábios demasiado tarde, precisamente quando já não temos tempo.
Com o tempo o automatismo dos gestos perde energia, torna-se lento ou confuso; apertar os botões, os atacadores dos sapatos ou ver as horas deixa de ser um acto simples.

Com o tempo aceitamos as coisas e só pretendemos viver um pouco mais”.

Este texto resume a realidade da nossa vida.

O nosso tempo corre veloz, ficamos sem tempo para meditar sobre nós e os outros, para reflectir sobre nós, a vida e o mundo.

Tantas preocupações, correria constante e muitos propósitos. Dir-se-ia que o calendário é só nosso.
Ficamos surpresos com a morte dum familiar ou amigo e, no entanto, sabemos ser um acontecimento normal, inadiável para todos os que nascem.

Temos valores, estamos integrados na comunidade e, por vezes, nada nos apetece fazer. Nem sequer rezar. Rezar para quê? A oração não é produzir palavras. Rezar não é movimento de lábios, é um movimento do coração. Estou aqui, estou presente, sinto-me tocado interiormente mesmo quando por palavras não seja capaz de explicar o que sinto.

É nos momentos difíceis que mais temos necessidade de meditar, reunir forças, ter esperança e, se possível, muita fé, para prosseguir viagem, arrumar a casa e procurar ser diferente no futuro.

O desânimo chega e parte conforme a nossa reacção é lenta ou imediata, segura e confiante.

Os nossos dias não são todos iguais, mas há tarefas que necessariamente todos temos de enfrentar, preparando sempre o momento seguinte – essa incógnita que, afinal, não é surpresa.

Afinal estamos sempre a tempo de meditar, corrigir erros e, com tempo, enfrentar o futuro. Talvez assim não seja surpresa chegar ao fim…




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