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Os idosos merecem todo o nosso carinho

Grande parte dos idosos são muito maltratados no tempo em que vivemos. Tem havido um grande retrocedimento no amparo dos mais velhos, daqueles que inspiram cuidados dos seus familiares ou de outras pessoas que lhes prometeram mundos e fundos para atraírem para si todos os seus bens materiais para, logo a seguir, os abandonarem sem o mínimo de cuidados exigidos para uma pessoa humana.

N/D
26 Fev 2004

Pelo menos, ainda há pessoas que têm o cuidado de arranjarem um lar onde esses idosos podem viver os últimos momentos da sua vida com uma certa dignidade. É neste âmbito que todos os governos têm enveredado esforços para que o sector da terceira idade seja cada vez melhor tratado para se inverter a tendência, que se poderia tornar catastrófica, se não fosse esse trabalho positivo da parte do poder político e da própria Igreja na construção de lares, centros de dia, implementação de estruturas de apoio domiciliário…
No concelho de Vila Verde, por exemplo, não falando de outros, temos a acção meritória da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde, que com o grande dinamismo do seu Provedor tem desenvolvido um trabalho profícuo em prol do bem-estar dos idosos e também nos cuidados de saúde, apoio aos mais pequeninos e à população em geral. O Centro de Hemodiálise é disso um exemplo. Bento Morais tem excedido as expectativas em todo o trabalho levado a efeito neste concelho. O que era o Hospital de Vila Verde no período em que o Estado o administrou? E agora? Muito se poderia falar, mas o tema hoje é outro; ficará para uma próxima oportunidade.

Voltando novamente ao assunto principal deste artigo, o ideal, e que praticamente todos os idosos desejariam, era continuarem no seu próprio lar. Em primeiro lugar, com o apoio sempre directo dos seus familiares, mas se isso se tornar impossível, devido aos afazeres do dia-a-dia, pelo menos terem alguém diante deles, durante o impedimento dos seus entes mais queridos, dando-lhes tudo aquilo que eles também já doaram durante a sua vida activa: o amor, o afecto, o carinho, a dedicação… sendo o apanágio de uma conduta onde sempre imperou a dignidade da pessoa humana.

Felizmente, neste tempo com costumes tão materializados e egoístas, ainda há pessoas impregnadas de valores sublimes, capazes de limpar algumas nódoas desta sociedade corroída com os malefícios que resultam na apatia e em actos impiedosos praticados, infelizmente, por muita gente que se diz civilizada.

Há exemplos que até deviam ser divulgados e copiados para ajudarmos a inverter essa propensão negativista, já aqui referida, que nada enobrece as nossas comunidades. Quantos idosos, acamados com doenças graves ou quaisquer outras que durante toda a sua vida lutaram, trabalharam, enfrentaram difíceis problemas para que os seus filhos crescessem, física e psicologicamente, saudáveis, aptos para enfrentarem uma vida e recebem o bem que fizeram durante toda a sua vida; outros, infelizmente, têm em troca a ingratidão de pessoas sem escrúpulo!…

Há idosos que nunca foram esquecidos pelos seus filhos, sobrinhos, netos e outras pessoas amigas. Nos momentos em que necessitam de um cuidado mais intensivo, lá conseguem conciliar o seu “mundo” de trabalho com a doença dos seus entes queridos, procurando alguém que os auxilie – isto tudo para não os tirarem do conforto do seu lar que tanto estimavam! Muitas deslocações fazem dos seus locais de trabalho, debaixo, muitas vezes, de intempéries, extenuados com o trabalho e responsabilidades que quotidianamente enfrentam, mas nunca deixam o pensamento dessas pessoas que sempre lhes dedicaram todo o apoio possível.

São exemplos a seguir, pois nunca devemos virar as costas a quem nos tratou sempre com tantos cuidados ou então que depositou em nós toda a sua confiança. Tratemos sempre bem os nossos idosos! Dêmos-lhes sempre todo o conforto necessário e todo o carinho para que possam sentir a gratidão, recebendo tudo aquilo que por nós já fizeram.




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