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Nótulas soltas da minha agenda

1 «Pomodeos deizr que tduo cemouço erardo… Pois é… que cada um explique os erros da frase inicial… erros humanos, não é? A lição que vos proponho retirar destes erros voluntários é evidentemente espiritual.

N/D
23 Fev 2004

A primeira letra e a última de cada palavra estão no sítio certo, mas as que estão no meio é que estão desordenadas. Mas, apesar dos erros, o texto é facilmente legível e compreensível. O que não sucederia se aquelas duas letras não estivessem no lugar certo. O mesmo se aplica ao nosso mundo. Não o compreendemos, ele não é legível, se Cristo, que é o alfa e o ómega, não estiver no Seu lugar, no princípio e no fim das nossas vidas! A vida que nos é dada por pura graça deve permitir ordenar convenientemente este mundo. Cristo é o Verbo de Deus. Saibamos ler o mundo com Cristo (Yvon Pinson, Prior de França da Militia Sanctae Mariae).

2. A actual discussão do aborto põe em questão vários elementos: Queremos suprimir, legalmente, o direito que o embrião ou o feto têm, desde o início da sua formação, a desenvolver-se e a nascer?

Queremos deixar legalizar o direito(?) tirânico de os mais fortes (neste caso, adultos) esmagarem os mais fracos (neste caso, o bebé por nascer)? Queremos esquecer que o aborto não é um problema de mulheres, mas um problema da mãe, do filho, do pai e da sociedade? Queremos aceitar que, em nome de alguns, se promova a legalidade de autêntico genocídio silencioso?

3. Aos meus irmãos na fé, recordo que o Concílio Vaticano II chama ao aborto «crime abominável», sem rodeios, meias-palavras ou subentendidos. Como é que nós, cristãos, conseguimos conciliar a prática da nossa fé, com o silêncio concorde da prática do aborto?

4. Villas-Boas, presidente do Refúgio Aboim Ascensão, provocou uma “tempestade” rugindo de minorias. Que disse afinal aquele psicólogo? Nem mais nem menos que ser educado por homossexuais é uma «infelicidade». Esta afirmação, corajosa nos tempos que correm, não é contra as pessoas homossexuais, como se tem feito fazer crer. É, simplesmente, a favor do direito de cada criança a ser educada por um pai e por uma mãe. E no caso da adopção esse direito não muda. A Natureza dotou o Homem (a Pessoa Humana) de dimorfismo sexual, com o que isso implica de complementaridade. O Dr. Villas-Boas ateve-se a este princípio natural: a procriação (e consequentemente a educação da prole) é tarefa inerente à heterossexualidade. As crianças precisam de referentes que espelhem, a todos os níveis, essa realidade profundamente humana.

5. Ainda faltam mais de dois anos e já o “lugar” em Belém está em leilão. Esta “guerra”, em que não são escolhidos os melhores mas os que são (auto)impostos, estejam ou não preparados para representar Portugal, todos os portugueses e a sua memória colectiva de quase 900 anos!

Penaliza-me este leilão. Não me revejo neste sistema. Minimamente.




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