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Outro ponto de vista…

A entrevista de Santana Lopes ao Expresso, anunciando-se como o quase inevitável candidato presidencial da actual maioria, se outro mérito não teve, pelo menos fez agitar o chamado mundo político.

N/D
20 Fev 2004

E, infelizmente, a política que por cá se faz mais nos parece de puro entretenimento circense.
Estamos a dois anos das eleições presidenciais, de permeio temos as Europeias, as Regionais na Madeira e nos Açores e também as Autárquicas, mas a preocupação de alguns é saber quem vai ser o próximo Presidente da República.

Parece-nos absolutamente ridículo.

O país real tem outro tipo de preocupações.

A nossa falta de competitividade em relação aos demais parceiros comunitários, o nível de produtividade em quase todos os sectores, sejam públicos ou privados, baixo, os níveis de iliteracia preocupantes e uma profunda depressão colectiva poderiam servir de mote aos nossos tão ilustres fazedores de opinião.

O que nos deve preocupar é que mesmo os próximos países que entram para uma Europa a 25 apresentam índices superiores aos nossos, em todos os sectores relevantes. Bem sei que a generalidade dos países têm menos estádios de futebol, novos e modernaços, mas em contrapartida têm melhores escolas, têm melhores centros de investigação e, sobretudo, as preocupações situam-se a outros níveis.

Tempo é que amanhã será muito tarde, que a classe que tem a responsabilidade de gerir o bem comum, os políticos, se preparem de forma adequada, ajam de forma interessada, não interesseira, e se preocupem de facto com o país que somos e que almejamos ser.

Não basta dizer que pertencemos a uma Europa moderna, é necessário que através de um esforço colectivo saibamos ser capazes de fazer melhor.

Alguns, dando mostras de profunda identificação com uma imagem de um Portugal novo que se pretende, já hoje funcionam como exemplo – refiro a forma solene, mas eficaz, como a Universidade do Minho foi capaz de em apenas trinta anos se apresentar com a pujança própria de uma instituição nova, conciliando-se com um sentido de intervenção de instituição que almeja a perenidade.

Com rigor académico, mas sem perder a envolvência, foi capaz de servir de motor a uma região, servindo o País.

Competitiva, visando a excelência, prepara os quadros necessários para um desenvolvimento sustentado da Região do Minho.

O seu exemplo é que deveria ser escaparate dos “media”, os outros, porque nada servem, deveriam ser colocados no seu lugar próprio, em nenhures…

Parabéns a todos os que tornaram possível a existência deste pólo de desenvolvimento e excelência que é a Universidade do Minho.




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