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Nótulas soltas da minha agenda

1. Os defensores da descriminalização/despenalização do aborto estão superactivos. À direita, mais calados. À esquerda, eufóricos. Dinheiro não lhes falta. Publicidade gratuita nos meios de comunicação social quer sob a forma de notícias, quer sob a forma de artigos de opinião.

N/D
16 Fev 2004

Os defensores da vida humana e dos direitos humanos, da concepcão à morte natural, sentem-se escorraçados do “banquete da informação”. Faltam-lhes recursos. São insultados sistematicamente: fundamentalistas, talibãs, etc.

2. Aos meus irmãos na Fé, leigos ou não, que ainda não leram a “Evangelium vitae”, peço licença para os encorajar a fazer o seu estudo rapidamente. Não é minimamente aceitável termos cristãos de missa, de sacristia, de procissão, de promessas e por aí fora… e não estarem (in)formados sobre pensamento da Igreja a que dizem pertencer!…

A “Evangelium vitae” é uma das traves mestras da doutrina Social da Igreja contemporânea, no que concerne ao valor da vida humana.

Infelizmente continuamos a ter muitos cristãos de “missinha”!

3. O Prof. Freitas do Amaral escreveu no último número da Visão sobre o aborto. Coloca mal o problema: a questão do aborto não é de Direita contra a Esquerda, ou vice-versa. Não é um problema dos pobrezinhos versus futilidade das “tias”. O aborto, como todos sabem, interrompe uma vida (mata!). É uma espécie de morte dirigida contra seres indefesos. E S. Paulo, que ele mandou reler à Direita e ao Senhor Bispo do Porto, na belíssima passagem sobre a Caridade, não nos mandou aceitar, sem revolta, o crime (legal ou não!)! Pelo contrário. A Caridade entende e compreende o íntimo de cada um. Porque a Caridade total é Deus. Os homens, na sua finitude, não conseguem ler esse íntimo de que só Ele é capaz. Pode, porém, o homem, tentar compreender as razões profundas de um mau gesto ou de uma má atitude.

Pode e deve tentar fazer esse esforço. Mas não pode deixar de condenar o que um crime tem de objectividade. E a condenação não passa necessariamente pelo encarceramento.

Nesta questão do aborto será sempre bom não deixarmos esquecer o mais esquecido, marginalizado e excluído de todos: o bebé a quem se quer dar a morte.

4. Parece-me acertada a ideia de restringir o uso do tabaco. Parece-me correcta a vontade de proibir a venda de bebidas alcoólicas em paragens das auto-estradas.

Mas, que interessa, fazer mais leis se correm o risco, apesar da sua bondade, de não seram cumpridas. Por exemplo: actualmente é proibido fumar nas escolas. Pois bem, dê-se uma volta nos recreios, corredores e outros espaços escolares e veja-se o que se passa. Até há salas para professores fumadores!…

5. Fiquei agradado com a ideia: em Ponte de Lima vai surgir a “Confraria do Sarrabulho”. Ainda bem que há vontade de preservar, promover e certificar, entre outros, o melhor prato regional português: o Arroz de Sarrabulho. Parabéns para quem teve a iniciativa!




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