Fotografia:
A escola e a família estratégias de intervenção

13. (Ensino Positivo)

N/D
14 Fev 2004

No concernente ao “ensino positivo”, podemos afirmar que se trata menos de uma técnica e mais de uma atitude geral do professor perante os alunos, perante o acto de ensinar e perante si próprio, com vastas consequências ao nível dos resultados comportamentais e académicos. Quanto mais experiência tem o professor, mais provável é que se aperceba não só dos problemas comportamentais dos alunos como dos efeitos do meio sobre os mesmos.
Entre os factores do meio que influenciam decisivamente o tipo de comportamento médio dos discentes de uma turma conta-se precisamente o “ensino”. De acordo com o modelo ABC (apresentado em números anteriores), o “ensino” deve ser encarado como um antecedente dos comportamentos dos alunos e, por isso, como um dos elementos fundamentais de determinação do nível de organização de uma sala de aula, dos níveis de aprendizagem dos discentes e dos seus padrões comportamentais.

A crescente preocupação e cuidado com os “antecedentes” dos comportamentos perturbadores radicam na constatação empírica de que os professores considerados “eficazes” diferem dos professores “ineficazes” em aspectos fundamentais de organização e gestão da sala de aula. São três as áreas em que os primeiros se distinguem dos segundos:

1. O ambiente de aprendizagem. Nas salas de professores eficazes os alunos são mais disciplinados, o docente é menos permissivo, gasta menos tempo com a “gestão” de comportamentos e os discentes são mais recompensados do que repreendidos ou punidos.

2. Utilização do tempo dos alunos. Os discentes de professores eficazes passam mais tempo em actividades académicas em que o professor é a figura principal. Mesmo quando os alunos realizam trabalhos sozinhos, são mais estreitamente supervisionados.

3. Estratégia de comunicação. Os professores eficazes tendem a fazer mais perguntas do que os alunos; fazem menos perguntas de “nível cognitivo elevado”, fornecem menos feed-back e têm uma probabilidade menor de discutir questões pouco adequadas.

Muitos alunos perturbadores são produto das circunstâncias do dia-a-dia escolar. Se um professor se tornar consciente das circunstâncias que desencadeiam um comportamento desviante e se desenvolver estratégias para as evitar, é provável que a situação perturbadora ocorra menos vezes.
São vários os aspectos da aula que podem ser alterados de modo a prevenir problemas. A título elucidativo, referimos os seguintes:

– disposição das carteiras;

– lugar onde o aluno se senta;

– disposição dos alunos na sala (separar os “alunos-problema”);

– alteração da rotina de apresentação das diferentes matérias;

– doseamento dos trabalhos e dar-lhes um tom divertido;

– retirar o que possa servir de distracção.

(Continua nos próximos números)




Notícias relacionadas


Scroll Up