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Outro ponto de vista…

Razões profissionais fizeram com que tivesse que me deslocar à Região Autónoma da Madeira, já agora motivo e razão para esta minha crónica.

N/D
13 Fev 2004

Se foram aspectos de foro profissional a razão desta deslocação, aspectos outros permitiram-me observar uma realidade que, reconheço, cada vez mais me encanta.
Da beleza natural, tão bela mesmo, nada direi!

Do encanto de gente que nos parece feliz, tentarei dar algum testemunho!

Da realidade que nos é apresentada, tentarei discorrer, provocando, se possível, alguma reflexão.

Muito embora esta minha deslocação tenha sido de curta duração, contudo, permitiu-me, nos contactos havidos, inteligir nas gentes um encanto, que só pode ser provocado por um estado de alma de felicidade. Sendo certo que esta constatação é empírica e subjectiva, valido-a da mesma forma que valoramos tudo aquilo que é mais próximo e pessoal.

Apareceu-me gente feliz, pareceu-me um encanto de gente que irradia felicidade. Seguramente estamos numa perspectiva mais intimista.

Abordemos agora a realidade numa outra perspectiva.

É meu entendimento, alicerçado em várias viagens feitas à Madeira, que existe um profundo desconhecimento desta região do Portugal Insular por parte de um grande número de continentais.

E este desconhecimento aparece-nos visível no conjunto de disparates que por aí se vão ouvindo, fruto de uma campanha que mereceria autêntico estudo académico.

Publicam-se artigos de opinião, onde se procuram confundir opinião pública e opinião publicada.

Fazem-se menções a endividamentos e perdões de dívida sem qualquer rigor. Tenta-se passar a imagem de um Presidente, no caso do Governo Regional, de uma personalidade instável, insultuosa e nalguns casos mesmo trauliteira.

Esta a realidade ficcionada.

A que os Portugueses da Madeira vivenciam, essa é claramente diferente.

Desde logo, um dado objectivo, o contributo dado para a riqueza nacional, através do pagamento dos impostos, permite-nos constatar que este contributo é substantivamente superior à média nacional.

Mas, mesmo admitindo que existem transferências de verbas, constata-se que as mesmas são aplicadas de forma a permitir um desenvolvimento com sustentação.

Com um sector turístico de elevada qualidade e rentabilidade, o mesmo obriga os governantes a um esforço acrescido e, no caso competente, visível nas infra-estruturas criadas, a exemplo da notável obra do melhoramento do aeroporto, nas intervenções várias em zonas portuárias e na existência de uma nova rede viária, que obviamente são colocadas ao serviço das pessoas.

Visível também a aplicação dos fundos comunitários em sectores estruturantes de uma sociedade que quer ter futuro, como por exemplo a Universidade da Madeira, que funciona como um dos pólos de desenvolvimento.

Problemas? Existem. Focos de pobreza? Infelizmente devem existir!

Contudo, depois de uns dias na Madeira, ficamos com a ideia que podemos fazer no todo nacional um pouco mais, um pouco melhor.

Até parece de receita fácil encontrarmos um governo que no seu mister nos provoque uma vontade de sermos melhores, de procurarmos ser melhores, para melhor podermos servir a nossa comunidade.




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