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Eu, talibã, me confesso…

O deputado Louçã, da extrema esquerda parlamentar, decidiu insultar, e de que modo, os portugueses defensores da vida humana. Chamou-lhes(nos) talibãs. Retrógrados, teocráticos, tiranos e outras coisas que tal palavra designa.

N/D
13 Fev 2004

Mas, o senhor deputado Louçã enganou-se. E enganou-se redondamente. Os defensores da vida estão contra a pena de morte de quem quer que seja, pense o que pensar ou acredite no que acreditar. Os defensores da vida respeitam o outro, sobretudo se são pessoas frágeis, doentes ou indefesas.
Por isso, me confesso publicamente, não como talibã que me quiseram considerar. E isso é um insulto muito soez e grave. Também não se chama nazi ao senhor deputado Louçã, apesar deste aceitar o aborto eugénico (em nome da pureza da raça, será?).

Os portugueses, como eu, que foram insultados de talibãs, estão contra a descriminalização do aborto pelo simples, mas bem complexo, motivo que o aborto interrompe (mata) uma vida nascente.

Quer o senhor deputado Louçã queira ou não queira a interrupção voluntária da gravidez mata um ser vivo e este é um ser humano que precisa de muitos anos para se poder defender dos ataques que sobre ele venham a ser desferidos.

Por isso, o aborto também se reveste de uma certa dose de cobardia já que a morte é exercida contra alguém que não está à espera de morrer e nem se pode defender!

É bom não esquecer que o problema grave, gravíssimo, do aborto não é só uma questão que tenha a ver com a mulher. Se esta se pode amputar como e quando quiser, o problema é seu. Causa dano ao seu corpo. Se decide abortar, o dano maior que causa é ao seu filho, que mata. Que impede de viver.

Que obsta a que se desenvolva e seja, um dia, muitos anos mais tarde, um homem ou uma mulher.
Quem defende a vida a humana não pode ser assim insultado.

Não é digno de um deputado o arremesso de palavras que ferem os direitos humanos: o direito à livre expressão do seu pensamento, o direito ao seu bom nome ou o direito ao exercício da cidadania participativa na pluralidade de opção. Ou será que o senhor deputado Louçã nos quer impor um regime monocolor, de partido único e de consciências amordaçadas?

Não, senhor deputado Louçã, eu não sou um talibã, nem os que, e são muitos portugueses, como eu e muito melhor do que eu defendem que o aborto é um crime não por capricho de opção ideológica mas tão somente por que mata um ser humano.

Mas também admito que possa haver quem queira defender o regresso à pena de morte legal. É uma questão de ética que não colhe a minha adesão. Tenho o direito a pensar pela minha cabeça e quero continuar a fazê-lo.




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