Fotografia:
Os órgãos de informação e a verdade…

Toda a pessoa deve ser educada e preparada para, em sua vida, se dignificar com a verdade, com a justiça, com o dever.

N/D
11 Fev 2004

Acontece, porém, que os tempos que vivemos são preenchidos com posições opostas àquelas que deve tomar e desejar para si e para a sociedade em que vive e da qual faz parte.
Se esta exigência é pessoal ela torna-se mais presente e exigente quando em actividade profissional que envolve a própria comunicação.

Acontece, porém, e a este respeito, que entre nós, se desrespeita em dever com demasiada frequência.

Em nossa crónica, de não poucas semanas, transcrevemos para os nossos leitores palavras escritas de Francisco Sarsfield Cabral e que vamos referi-lhe, de novo. Disse: “Reconheço que algum jornalismo vem para quando as marcas, não respeitando nada nem ninguém.”

Há jornalistas que agem, invocando o direito de informar, “como se ele não tivesse limites”.

Costa Alves num artigo recente que escreveu no semanário “O Diabo” disse em relação à informação que a televisão nos dá: “É cada vez mais uma informação que pretende usar a notícia como romance de cordel, com histórias de faca e alguidar, que volta sempre ao tema recorrente até que ele seja esgotado, como é o caso da Casa Pia. A televisão adora o escândalo e o mórbido. A televisão tem horror ao belo. Gosta do feio, sujo, porco e mau”.

Costa Alves recorda o período positivo que precedem à democracia a respeito de problemas que estamos a abordar e diz: “É difícil colocar-me no papel de programador de televisão, mas posso dizer que no passado, apesar da pouca liberdade que tínhamos antes do 25 de Abril, houve momentos de televisão óptimos, com uma linha informativa mais alargada aos factos e não à novela dos factos”.

Moita Flores, criminologista, disse no semanário “O Diabo”: “Televisões deviam ser penalizadas pela imundice que transmitem”.

Os depoimentos que transcrevemos são violentos, certamente, mas expressam a realidade de factos com influências na vida dos cidadãos e na vida privada.

Bem sabemos que, infelizmente, a Moral não conta para muitas pessoas, incluindo os responsáveis pela informação.

A televisão tem muita influência nos países, mormente nas pessoas cuja formação não está bem estruturada contra o ambiente social e político que actualmente vivemos.

Na França actual, infelizmente, há um ambiente anti-religioso, que os órgãos de informação têm criado com actividades anti-religiosas, sobretudo quanto à indumentária feminina.

O Presidente Chirac propôs uma lei que proíba o véu muçulmano, a kapa judaica e as cruzes nas escolas públicas.

Esta atitude pública presidencial teve logo repressão na vida social: nas ruas começaram os assédios a essas pessoas.

O Cardeal Arcebispo de Paris não calou na rádio essa notícia e contou estes factos: “Numa Universidade de Paris a cruz que uma mulher usava foi-lhe subitamente arrancada por estudantes” e que “uma freira que atravessava a rua vestida com o traje da sua ordem religiosa foi increpada por pessoas que passavam e lhe disseram: “você não devia andar em público com o hábito””.

A França tem sido apontada como país da liberdade, igualdade e fraternidade. É uma afirmação que os franceses pronun-ciaram com orgulho, mas que no exercício da verdadeira liberdade não lhes dão o lugar devido como está agora a acontecer.

O papa João Paulo II disse que a descristianização é o maior desafio que a Igreja Católica enfrenta em França. Também neste momento os órgãos de informação têm de expressar com objectividade a realidade da Igreja Católica e a sua importância e necessidade para dar à sociedade contemporânea a verdade secular e a sua urgência como elemento salvador da vida que avança no Mundo não só ignorando a verdade da Fé, a força da Moral, mas também a sua existência secular que tanto lutou, luta, pela dignidade da pessoa humana, pela Fé que nos séculos anima as almas, os povos, as gentes, e dá, até, no plano material uma vida digna, que neste mundo que hoje vivemos é necessária.
Esta situação da França num plano religioso, tem influência noviça nos nossos emigrantes.

Temos, pois, de estar atentos e preocupados, procurando levar-lhes a nossa presença amiga e o nosso profundo respeito à Religião, que professamos.




Notícias relacionadas


Scroll Up