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Nótulas soltas da minha agenda

1. A semana passada foi divulgado um relatório do PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Entre outras informações, há uma referente a Portugal que, mais uma vez, põe em destaque a importância de haver geólogos a trabalhar nas autarquias. Porquê?

N/D
9 Fev 2004

Imagine-se que aquele relatório diz expressamente que há o risco de dez mortos por milhão de habitantes em caso de grandes cheias. É muito. E muitas mortes se poderiam evitar se o planeamento e ocupação do território fosse acompanhado por geólogos. Sei, por exemplo, de uma autarquia do distrito de Braga que já conhece em pormenor quais as zonas de risco do seu concelho pois um estagiário da Universidade do Minho, do Curso de Geologia e Planeamento, fez o respectivo estudo. Este mereceu a classificação final de dezoito valores. Mas não o admitiram para continuar a trabalhar na área importantíssima que investigou. Desleixo? Desinteresse? Seja o que Deus quiser…
Depois há-de haver alguém que pague… No fundo grassa uma grande irresponsabilidade na cabeça dos nossos decisores políticos…

2. Pedro Strech, conhecido pedopsiquiatra, autor de vários trabalhos dos quais o mais notável é “Crescer vazio”, na sua crónica do jornal “Público” de 5 do corrente defende a imperiosidade da criação de um Ministério da Infância e da Juventude, que assim desse um sinal claro de que existe uma genuína vontade de intervir, de mudar, vontade demonstrada ao mais alto nível político, por aquilo que quem nos governa quer e ousa realizar. Por que não? Penso que é o Ministério da Família que urge criar. A Família, sendo a comunidade estruturante da sociedade, a sua trave mestra e fundamento, não está representada a nível político significativo. Aliás, os sucessivos governos, de esquerda e direita ou do centro direita ou… não têm senão vindo a desclassificar a representação política de Família. Vejamos: começámos com uma Secretaria de Estado, passámos a uma Direcção-Geral, depois a um Alto Comissariado, a seguir uma Comissão Nacional e agora a uma Coordenadora para os Assuntos da Família. O próximo governo, provavelmente, criará o “porteiro para fechar as questões de Família”. A Infância e a Juventude, o Acolhimento à Vida e a Velhice não podem ser políticas desintegradas e separadas umas das outras. Todas devem ser vistas e tratadas como questões de Família. Por isso, faz todo o sentido criar o Ministério da Família, com tutela na Infância, Juventude, etc.

3. A propósito: este ano celebra-se o 10.º aniversário do Ano Internacional da Família. Um pouco por todo o mundo, por decisão da ONU, este ano merece que se tenha um olhar especial sobre a Família.

4. Tenho assistido a um recorrente triste espectáculo: os insultos que alguns políticos se arremessam uns aos outros. Viver em democracia, é assim que entendo, é ser tolerante e admitir que possa haver opi-niões divergentes.

5. A Conferência Episcopal Espanhola acaba de publicar um excelente “Directório sobre a Família”. Um terramoto! Os bispos e os leigos católicos são, antes de tudo, cidadãos e cidadãs que pensam com a sua cabeça, procurando nortear a sua vida por um conjunto de valores essenciais (também os há que andam um pouco, ou muito?, desnorteados!). Pois há sectores que não querem permitir que haja cidadãos a pensar por “cartilha” diferente da sua! E não se eximem de lhes chamar fanáticos, reaccionários, fundamentalistas, da extrema direita, obscurantistas, etc., etc. Há muitas formas de opressão, de censura e de perseguição nos nossos dias! «Ah, liberdade, liberdade, quantos crimes se cometem em teu nome!»

6. Assistimos, nós os portugueses, a uma sistemática lavagem ao cérebro para nos impor a descriminalização do aborto. Televisões e jornais de grande tiragem só dão lugar de destaque aos defensores do aborto. Basta ver!




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