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Outro ponto de vista

As minhas duas últimas crónicas foram razão de alguma polémica.Reconheço que sinto alguma satisfação, muito embora entenda que deva prestar alguns esclarecimentos.

N/D
6 Fev 2004

Na crónica que versou sobre o momento político bracarense, procurei dar início a uma reflexão que permita perceber as razões da permanência no poder autárquico de Mesquita Machado.
O elencar de alguns aspectos, breves, fez agitar um conjunto de personalidades. Só por isso, valeu a pena escrever a crónica.

Entende-se, pelo menos esse é o meu entendimento, que é possível, porque desejável é de há muito, proceder à substituição democrática do actual edil.

Não me parece é que seja preciso tanto estudo, que se anunciem tantos projectos, para a conquista do poder em Braga.

Aliás, as experiências anteriores provam o afirmado.

Ninguém ganha eleições com projectos, por melhor que sejam, ganham-se eleições com personalidades, com pessoas, capazes, mas que consigam mobilizar vontades. Personalidades com carisma, com quem as pessoas, os eleitores, se identifiquem.

Tudo o resto parece-me “chuva no molhado”.

Este era um dos lados substantivos da crónica referida, que poderíamos simpaticamente intitular:

“Não mais seremos embrulhados”.

Por isso reafirmo a firme disposição de me apresentar, se necessário, ao eleitorado bracarense.

Quanto à crónica seguinte, tive o cuidado de no seu intróito esclarecer que a mesma era um testemunho intimista de anúncio de uma amizade a alguém que passa por momentos de compreensível tristeza.

Afirmei um estado de revolta e de satisfação.

Revolta, porque me choca o que aconteceu a um amigo; satisfação, porque esse amigo não se furta ao cumprimento da lei.

Mesmo que a mesma possa ter sido, eventualmente, mal aplicada.

Não branqueio situações, mas do que conheço parece-me estar-se perante um exagero.

Mais, quando refiro a obra de António Cerqueira, é certo que enfoco só os aspectos positivos, porque os negativos podem ter a ver com uma legislação eleitoral que não prevê a limitação da duração dos mandatos e, também, com um controlo dema-siado brando de alguns órgãos autárquicos que deveriam ter uma acção mais fiscalizadora, nomeadamente as Assembleias Municipais.

E, em concordância com o que sempre afirmei, escrevi e pensei, muito tempo no poder é sempre negativo. Em todo o lado do mundo!

Contudo, reafirmo o orgulho de ser amigo do Professor António Cerqueira, que nos dá uma notável lição ao aguardar de forma serena, em sua casa, o cumprimento da lei.




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