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Alexandrina e a consagração do mundo

De onde proveio o pedido dirigido ao Papa para consagrar o mundo ao Coração de Maria? De Fátima ou de Balasar?

N/D
1 Fev 2004

De Fátima não veio certamente. Lúcia refere: «Em 1929 Nossa Senhora, por meio de outra aparição, pediu a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração».
Várias vezes tem repisado esta ideia. Ao Padre Humberto Pasquale declara: «Nossa Senhora nunca me pediu essa consagração (do mundo); só me pediu a consagração da Rússia» (Humberto M. Pasquale, Fátima e Balasar, ed. Cavaleiro da Imaculada, Porto, pág. 45).

A consagração do mundo foi pedida à Ale-xandrina a partir de 1935. No arquivo romano para a Consagração da Causa dos Santos encontra-se este documento:

«No ano de 1936, por ordem de Jesus, Alexan-drina Maria da Costa pediu ao Santo Padre, por meio do Padre Mariano Pinho a Consagração do Mundo ao Coração Imaculado de Maria. Este pedido foi renovado mais vezes no ano de 1941, pelo que a Santa Sé interrogou três vezes o Arcebispo de Braga acerca da Alexandrina: e no fim a consagração foi feita por Pio XII em Roma, no dia 31 de Outubro de 1942».

Pio XII foi eleito Papa precisamente no dia em que completava 63 anos, 2 de Março de 1939. Dezoito dias depois, o Senhor comunica à Alexandrina: «Será este o Papa que fará a Consagração».

Pouco depois, acrescenta: «Será em Roma, pelo Santo Padre, consagrando a Ele o mundo inteiro e depois pelos Padres em todas as igrejas do mundo» (10 de Novembro de 1936).

Passam-se quase três anos. O mundo está em guerra; estão interrompidas as comunicações entre os Estados da Europa; parece que as trevas sepultaram a terra. Por meio da Alexandrina Maria da Costa, chega um raio de luz. O Senhor fala-lhe confiadamente: a Consagração abrandará o furor da guerra e obterá a paz para Portugal.

A Consagração tal como Jesus a queria e pediu não era apenas uma fórmula, mas um compromisso de vida inteiramente cristã, nos braços de Maria. Oiçamos:

«Eu quero a Consagração do mundo à minha Imaculada Mãe, mas quero que o mundo saiba a razão por que lhe é consagrado. Eu quero que se faça oração e penitência. Tu é que estás a aplacar a justiça divina e tens de sofrer isto (sacrifí-cios e imolações), até que ele se consagre» (25-04-1938).
Já um ano antes lhe tinha confidenciado o Senhor: «Eu venho buscar-te em breve, mas não quero vir sem que antes seja feita a Consagração do Mundo à minha Mãe Santíssima» (30-11-1937).

A Consagração, aqui pedida, realizou-a Pio XII a 31 de Outubro de 1942, na solene conclusão das comemorações dos 25 anos das Aparições de Fátima. Todos os prelados portugueses, encontravam-se reunidos na Sé de Lisboa.

Numa Radiomensagem, que pôde ser ouvida em todo o mundo, falando em português, o Papa disse:
«Enfim como ao Coração do Vosso Jesus foram consagrados a Igreja e o mundo ao género humano… assim desde hoje vos sejam perpetuamente consagrados também a Vós e ao Vosso Coração Imaculado, ó Mãe Nossa e Rainha do mundo».

Na sexta-feira, a seguir à consagração, Jesus declarou: «O Céu, o céu, cheio de glória! O Céu cheio de triunfo!».

Este acontecimento provocou estes sentimentos de alegria no coração do Senhor: «Glória, glória, glória a Jesus! Honra e glória a Maria! O coração do Papa (Pio XII), o coração de oiro, está resolvido a consagrar o mundo ao Coração de Maria! Que dita, que alegria para o mundo ser consagrado, pertencer mais que nunca à Mãe de Jesus. Todo o mundo pertence ao Coração Divino de Jesus; todo vai pertencer ao Coração Imaculado de Maria» (22 de Maio de 1942).

A vidente contemplara antecipadamente em visão este acontecimento: «Ave, Ave Maria, Mãe de Jesus. Honra, glória e triunfo para o seu Imaculado Coração! Ave Maria, Mãe de Jesus, Mãe de todo o universo! Quem não quererá pertencer à Mãe de Jesus, à Senhora da Vitória?

O mundo vai ser consagrado todo ao seu materno Coração! Guarda, Virgem pura, guarda, Virgem Mãe, em teu Coração Santíssimo, todos os filhos teus!»
(29 de Maio de 1942).

Jesus recomenda à sua confidente: «Como por meio de ti o mundo foi consagrado à minha Mãe bendita, faz, ó esposa amada, que se espalhe em todo o mundo o amor ao seu Coração».
No dia anterior ao seu falecimento, pronunciou esta privilegiada do Senhor:

«Ó Jesus Amor…Eu que na vida só procurei dar-vos a maior glória, quero, na hora da minha morte fazer-vos um acto de resignação e assim, meu amado Jesus, neste acto, dou maior glória à Trindade Santíssima. Meu Deus, como sempre vos consagrei a minha vida, vos ofereço agora o fim dela, aceitando resignadamente a morte, acompanhado das circunstâncias que vos derem maior glória».




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