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O exemplo de Bush

No seu recente discurso sobre o estado da nação, o presidente americano deixou patente o que o distingue de muitos chefes de estado europeus. George Bush mostrou que não receia as questões morais e não foge a pronunciar as suas opiniões sobre elas.

N/D
31 Jan 2004

“A nossa nação deve defender a santidade do matrimónio” – disse Bush. Ao mesmo tempo o presidente apelou ao Congresso dos EUA no sentido de ser aprovada uma emenda à constituição que de modo claro defina que o matrimónio é unicamente ligação entre um homem e uma mulher.
O tema do casamento de homossexuais é nos EUA uma questão muito actual. Num dos estados – Vermont – é já permitido, e uma lei semelhante entra em vigor no próximo ano na Califórnia.

Entretanto o Tribunal Supremo no estado de Massachusetts decidiu que a falta de uma lei que autorize o casamento aos homossexuais é contrária à constituição, que proíbe criar grupos de cidadãos de segunda categoria. O Tribunal deu por isso ao Congresso tempo até Maio para alterar a lei, de modo a passar a autorizar ligações matrimoniais de indivíduos do mesmo sexo.

O presidente americano já por várias vezes não hesitou em tomar decisões que davam apoio àquilo que ele próprio chama “a construção de uma cultura da vida”.

No ano passado ratificou uma lei que veio proibir a prática do chamado aborto parcial, que consiste em provocar o aborto depois do sexto mês de gravidez. Antes ainda retirou a dotação concedida nos EUA às organizações internacionais promotoras do aborto (a União Europeia veio rapidamente em socorro destas organizações com os fundos necessários a propagar no mundo o aborto). Bush limitou também o financiamento de experimentações com em-briões (medida que foi apesar de tudo cri-ticada enquanto compromisso, pelos movimentos americanos de defesa da vida).

Por ocasião da marcha pela vida em Washington, no aniversário da decisão judicial que no caso Roe contra Wade, que em 22 de Janeiro de 1971 abriu a porta à legalização do aborto nos EUA, Bush prometeu aos manifestantes reforçar a defesa da vida desde a concepção.

O presidente americano, manifestou o seu apoio a todos aqueles que lutam a favor dos não-nascidos e comprometeu-se a dar impulso a novas medidas que protejam a vida desde a concepção, antes do fim do seu mandato.

Bush, tantas vezes objecto na Europa de críticas indignadas quando pede a benção de Deus sobre a sua nação, sublinhou crer que “toda a pessoa, por mais frágil ou vulnerável que seja, é uma benção”. E lembrou que na Declaração de Independência, os fundadores dos EUA deixaram formulada “esta verdade evidente: O direito à vida não provêm do governo, mas sim do Criador da Vida”.

O presidente americano prometeu ainda trabalhar com o Parlamento no sentido de uma aprovação em breve de uma efectiva proibição da clonagem. “A vida humana é uma criação e não um bem material, e não pode ser usada como material de investigação para experimentos irresponsáveis” – acrescentou, lembrando que toda a vida é sagrada e merece protecção.

Falta claramente uma coragem igual aos políticos europeus. E em breve terão precisamente uma boa ocasião de mostrar o contrário, quando em fins de Janeiro no Parlamento Europeu for votado o documento sobre a eutanásia.




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