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As forças do mal não descansam

Já existe na nossa legislação a possibilidade de uma mulher abortar «legalmente» até às 12 semanas de gravidez. Quer dizer que já existe entre nós a pena de morte, nós que nos dizemos um povo de brandos costumes…

N/D
31 Jan 2004

Em 28 de Junho de 1998 fez-se um referendo sobre a liberalização do aborto, que deu a vitória ao «não». Mas as forças do mal, que curiosamente se identificam com as forças de esquerda, querem repetir o referendo para ver se desta vez ganham. É «comovente» o interesse que essas forças têm para com as mulheres grávidas que querem abortar!
Hipocritamente muitos dos que defendem o aborto do feto, em casos como a violação, estão contra a pena de morte do violador. O ser inocente e indefeso pode ser morto; o criminoso adulto e consciente não!

Outros defendem o aborto «eugénico». Um caso verídico. Um casal com três filhos dá o seu testemunho. Quando o filho mais novo estava para nascer, os exames pré-natais detectaram anomalias muito graves no feto. O médico fez o seu dever – informou os pais. Se o não fizesse cometeria um erro grave.

A seguir aconselhou o aborto (aí cometeu um erro grave, pois o médico está para tratar e curar, se possível, e não para matar, violando o juramento que fez quando se formou). O conselho do médico está inserido no desejo de muitos em viver numa sociedade de «perfeitos».

O casal não aceitou a proposta do médico e levaram a gravidez até ao fim. Após o nascimento tiveram a grata surpresa de ver um robusto bébé, sem qualquer anomalia interna ou externa. E se tivessem feito o aborto, para não terem um filho deficiente? Uma vida humana era sacrificada por um erro técnico ou por um descuido.

Num debate televisivo a que assisti há tempos um dos convidados era o cirurgião pediátrico Dr. Gentil Martins. O seu testemunho foi espectacular; entre muitas coisas disse algo que me ficou gravado. A dado passo afirmou: “A mãe é a incubadora de transporte (…).

A criança tem direitos e identidade”. Todos sabem que o Dr. Gentil Martins é um cirurgião de renome internacional; o seu depoimento, avalizado pela sua competência devia ser tomada em conta. Disse mais: “Muitas das anomalias detectadas nas ecografias, têm correcção extra-uterina”.

E mais: “A recolha para exame do líquido amniótico pode provocar deformações que não existiam”.
Na altura do referendo de 1998 circulou um folheto “Não mates o Zézinho”, editado por DIEL – Distribuidores e Livreiros, L.da, de Lisboa, onde se mostra todo o horror dos diferentes métodos de abortar.

Alguém que o leu desabafou: “O folheto fez-me muito mal; sou muito pobre e pensava abortar o filho que trago comigo, pois não tenho meios para o sustentar; disseram-me que bastava uma injecção, mas quando vi o horror que é um aborto, fiquei com problemas de consciência”.

Quem teria abusado da falta de cultura de uma mulher, induzindo-a num erro tão grosseiro que parece impossível nos tempos que correm? A pessoa que recebeu o desabafo disse-lhe: “Mas deixe nascer o seu filho e depois, como não tem meios para o criar dê-o para adopção”. A resposta foi mais uma vez uma prova da falta de informação de que são vítimas muitas pessoas: “Nunca tinha pensado nisso”.

Entre nós «informar» os(as) jovens é ensiná-los a fazer o chamado «sexo seguro». As consultas de planeamento familiar não são uma ajuda para que os casais possam determinar, de forma responsável, o número de filhos que podem sustentar e educar, ou o intervalo que querem entre cada nascimento, coisa a que se chama, com propriedade, paternidade/maternidade responsáveis, usando para isso o recurso aos métodos naturais, sem egoísmo ou comodidade; como dizia, as consultas de planeamento familiar são um meio de fazer chegar, gratuitamente (à custa do erário público) aos interessados, os contraceptivos, quando não os abortivos como a «pílula do dia seguinte» ou então o «infalível preservativo.

Os prazos podem ser alargados; o aborto pode ser despenalizado sem condições, mas uma coisa fique bem clara – quando o aborto for legal, continua a ser um assassínio. O que é legal muitas vezes, e é este um dos casos, não é lícito.




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