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Visita Pascal

A celebração da Páscoa é o ponto mais alto da liturgia da Igreja. Está acima do Natal, embora exista uma ligação muito íntima entre a Redenção e a Incarnação. Sem esta não teria havido aquela. Jesus não poderia ter morrido pelos homens se primeiro não tivesse nascido.

N/D
29 Jan 2004

Um dos momentos celebrativos da Páscoa é a Visita Pascal: o anúncio alegre, feito porta a porta, da ressurreição de Jesus.
É um dos momentos celebrativos, mas não o único nem o mais importante. Em primeiro lugar está a Vigília Pascal.

E o domingo de Páscoa não se reduz à Visita Pascal. Se todos os domingos celebramos, com a Eucaristia, a Páscoa do Senhor, com maior razão o devemos fazer no dia qualificado expressamente como domingo de Páscoa.

Se acontecer de, por causa da Visita Pascal, se prestar menos atenção à Vigília Pascal, isso é um erro que importa corrigir. Como também importa corrigir, se porventura existe, o erro de, por causa da Visita Pascal, a Missa do domingo de Páscoa ser celebrada a correr, ou com menos solenidade do que é habitual. E é bom também que se tome consciência de que, se houver necessidade de optar entre estar em casa para receber o Compasso ou ir participar na Eucaristia para cumprir o preceito dominical, se deve optar pela participação na Eucaristia.

Não deve haver Páscoa sem Missa, e esta, para muita gente, pode muito bem ser a da Vigília Pascal.
Porque, em certos meios, parece ter-se sobrevalorizado a Visita Pascal e, em consequência disso, se haverem introduzido abusos, publicou D. Jorge Ortiga, com data de 4 de Janeiro, uma Nota Pastoral sobre esta matéria.

É bom que a Visita Pascal – anúncio alegre e festivo da ressurreição do Senhor – se faça. Com muita dignidade, o que não quer dizer com abundante foguetório e dispensáveis merendas.

É evidente que o sacerdote, na generalidade dos casos, não pode, sozinho, visitar todos os lares da comunidade a que preside. O mais lógico é que delegue em pessoas da mesma comunidade, devidamente preparadas, e idóneas para o desempenho dessa missão. O recurso a leigos, que, ostentando qualquer sinal festivo, se apresentem como leigos que são, parece o mais natural.
Infelizmente há pessoas que assim não entendem, e então terá acontecido o ridículo de, não convidando leigos da terra, se importarem leigos a fingirem de padres, com um traje que, coerentemente, não deveriam envergar.

A Nota do Prelado Bracarense chama também a atenção para diferendos que por vezes surgem, relacionados com os limites das paróquias. Sugere que, antes da Visita Pascal, se chegue a um acordo, a fim de que o Compasso decorra num clima de paz e de alegria pascal. Não havendo o necessário consenso, então é preferível que, ali, se suspenda a Visita.




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