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Um cardeal corajoso em Sodoma

O cardeal belga Gustaaf Joos veio provocar uma verdadeira tempestade com declarações sobre as tendências homossexuais. Tudo porque se subtraiu à auto-censura em vigor e trouxe a público as suas opiniões sobre aspectos que são hoje tabu quando se fala de comportamentos homossexuais.

N/D
29 Jan 2004

Numa entrevista ao semanário belga “P-Magazine”, o recém-nomeado cardeal disse que a percentagem de lésbicas e “gays” que se podem considerar casos homossexuais autênticos não chegam a cinco ou dez por cento – os restantes são casos de “perversão sexual”.
«Estou pronto a escrever com o meu próprio sangue que, entre todos aqueles que se dizem lésbicas ou gays, só um máximo de cinco ou dez por cento são de facto lésbicas ou gays» – disse o cardeal.

«Todos os outros são muito simplesmente pervertidos sexuais» – acrescentou.

«Os verdadeiros homossexuais não passeiam ostensivamente em paradas pelas ruas com vestimentas berrantes. São pessoas que se debatem com um pesado problema e têm que aprender a viver com ele. Se erram, merecem ser perdoados. E a nós cabe-nos ajudá-los e não julgá-los».

O cardeal exigiu que estas declarações não fossem ignoradas na entrevista e esclareceu que «não vou preocupar-me se todos eles vierem protestar à minha porta. Não penso abrir-lhes a porta».

A Bélgica nos últimos tempos caminha todavia em sentido inverso. Desde o ano passado os homossexuais podem casar e é muito possível que em breve o parlamento lhes conceda o direito de adoptar crianças.

A primeira reacção do episcopado belga foi a da avestruz: foi imediatamente divulgado um comunicado que se distancia das declarações do cardeal, sublinhando que são opiniões «privadas».
Mas o cardeal Gustaaf Joos não vê porque razão deveria pedir desculpas ou retirar o que disse: «Eu só disse em voz alta aquilo que pensam milhares de pessoas».

Conhecemos outros casos como este: quando não há muitos anos, no ponto alto da discussão sobre a liberalização do aborto num dos países europeus, um dos bispos comparou o aborto ao holocausto e lembrou que deixa nas mãos o sangue de inocentes, viu-se também isolado na praça pública…




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