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Recordações que perduram

Em tempos não muito distantes, logo no começo do ensino, as crianças iniciavam-se em Português, Geografia, Matemática e História, sendo estas disciplinas básicas na sua formação e, porque não dizê-lo, na percepção de valores e orgulho dum povo. Aprendiam que Portugal e Espanha eram vizinhos e que as relações nem sempre foram as melhores, tendo havido guerras, e que conseguiram manter a independência tantas vezes ameaçada.

N/D
23 Jan 2004

Os tempos mudaram, a evolução e modernização levaram-nos para um clube mais alargado, embora mantendo a nossa actual Constituição. Não faz mais sentido falar em guerras, quando se deseja e pretende manter a paz. Mas vale a pena falar em educação e cultura, recordar a nossa história, essa mesma de nobreza, clero e povo, o nosso orgulho, o apego à independência e o desejo da liberdade.
Lembrar Abril de 1974, lembrar e transmitir aos jovens o passado como história real, vivida por muitos de nós.

Será que incomoda hoje alguém falar em História de Portugal?… Penso e desejo que não.

São recordações que perduram; são o retrato de um país; são, afinal, pedaços da nossa história, que devemos fazer perdurar no tempo.

Hoje não falamos em guerras ou invasões. Preocupamo-nos com uma economia de mercado, com valores económicos, com a produtividade, evolução tecnológica e modernidade. Daí resultam preocupações diferentes; e a economia faz-se sentir em todo o espaço, sem conhecer limites ou fronteiras. É uma nova forma de conquista, que muitos países já vão sentindo.

Hoje como no passado, conhecendo ou não a história, independentemente dos interesses económicos, vamos certamente recordar o passado, trabalhar e evoluir no sentido de mantermos a nossa independência e o orgulho de serem portugueses. A retoma económica, que tarda em surgir, será o virar de um ciclo menos bom da economia do país. A esperança e a fé continuam, em 2004, a fazer parte do modo de estar e da vontade dos portugueses.




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