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769. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Braga:

1. Afinal, com o aumento larvar das taxas e tarifas camarárias (por exemplo, só o saneamento aumentou 8%) o senhor Presidente vem dar uma perninha à ministra das Finanças e que é pôr o país à pai Adão! Se ela diz mata, esta política autárquica diz esfola!

N/D
21 Jan 2004

Será já esta uma forma, embora encapuzada, de começarmos a pagar o novo estádio de futebol, que em vez de estádio das paixões, bem pode ser estádio dos milhões?
Sim, porque, afinal, e ainda sem contas públicas ao léu, ele ficou-nos pelos olhos da cara e de que os vindouros não hão-de tirar grande benefício. Porque, se hoje o futebol já não tem adeptos que encham meia casa, no futuro ela pode estar às moscas! E, então, o estádio não passará de monstro da pedreira!

Agora, se quanto mais aumenta o aperto do cinto, mais diminui o aperto intestinal e, como tal, a produção de matéria orgânica e o recurso ao WC, não me parece justo, profiláctico e democrático que os bracarenses sejam assim tão castigados com esta arrasadora taxa de saneamento!

Como diria o Francisquinho: de uma forma ou de outra, é sempre caso para andarmos com as calças na mão! E isso são sempre questões de saneamento!

2. Nomes como Custódio Vilas Boas, Bernardo Sequeira, Bento Miguel de Carvalho, Gabriel Pereira de Castro, Dr. Francisco Noronha, Azevedo Gneco, Torres Almeida, Porfírio da Silva, Dr. Francisco Duarte, Santos Lima… dizem-lhe alguma coisa, senhor Presidente? Olhe que a mim também não! E, obviamente, à maioria dos bracarenses!

Pois é. Mas o que é certo é que, uns mais no centro, outros na periferia, estes são nomes de ruas, praças ou largos da nossa cidade! E como estes muitos mais, por aí, nos deixam embasbacados e a dar voltas ao toutiço: quem eram? em que tempo viveram? o que fizeram?

Tantas interrogações legítimas e que merecem um tratamento, se mais não fora, do pelouro da Cultura da Câmara Municipal. Porque isto também é uma forma de cultura, da boa e da barata!

Já aqui o disse e repito: é necessário que as placas toponímicas da nossa cidade (pena que sejam na sua esmagadora maioria, senão na totalidade de personalidades masculinas) contenham, pelo menos, esta singela informação: data de nascimento e morte, e identificação da pessoa que dá nome à rua, praça ou largo. No mínimo, para quem nesses locais habita fique a saber algo sobre alguém de cujo nome tantas vezes fala ou escreve!

Até para que o reviralho, logo que se fala de cultura em Braga, deixe de bater sempre no ceguinho:
– Cultura em Braga? Só se for do betão, do saibro e do cascalho!

Com os melhores cumprimentos e até de hoje a oito!




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