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Apenas uma questão de escolha!

Se conseguir fixar dos dez exemplos que aqui realço, duas ou três opiniões onde os jornalistas fazem a análise das realidades que constam nos jornais e revistas portuguesas todos os dias, a sua posição poderá contribuir para enriquecer a nossa democracia.

N/D
17 Jan 2004

«Portugal nega asilo a queniana que fugiu à mutilação genital feminina» – (Sofia Branco, dossier “Público”, 18-05-03).
«A prostituição de menores, a mendicidade forçada, a utilização de crianças em filmes pornográficos e como correios de droga são algumas situações existentes em Portugal.» – (Mariana Oliveira, “Público”, 23-06-03).

«Inquérito feito a mais de seis mil estudantes do básico e secundário revela que jovens têm mais comportamentos pouco saudáveis.» – ( Andreia Sanches, “Público”, 24-06-03).

«Portugal já bateu no fundo, mas, como somos um povo propenso à tristeza, não saímos de lá.» – (Mário Bettencourt Resendes, “Focus”, 2-07-03).

O jornalista Roberto Dores no “Diário de Notícias” de 25-02-03 apresenta a conclusão de vários Inquéritos Nacionais de Saúde onde refere, entre outros dados, que «Os consumos médios de bebidas alcoólicas dispararam em 50%, na faixa etária entre os 15 e os 24 anos. Uma análise das conclusões mostra que o sexo feminino deu uma boa contribuição para o fenómeno, uma vez que o estudo destaca um «significativo» aumento de mulheres consumidoras.».

«Os inimigos dos europeus não são Washington e Telavive; são os fanáticos que querem impor pela violência assassina um mundo totalitário, ignorante, retrógrado e cruel.» – ( José Cutileiro, “Expresso”, 22-11-03).

«Não haverá paz tão cedo. O que se anuncia não é senão, temo, um recuperar das forças para continuar a lutar, e a lutar inutilmente. Só as crianças que crescerão poderão salvar este pequeno mundo que reflecte de um modo único todos os mundos, esta cidade sagrada e secular para a qual a maior violência nunca foi uma surpresa», refere o jornalista Pedro Paixão, no “Público”, a 3 de Julho de 2003, sobre a situação no Médio Oriente, no confronto entre israelitas e palestinianos.

Na revista “Pública” de 23-11-03, num artigo de Maria José Oliveira, sobre “Dia sem compras – os viciados e os outros”, quando se refere aos do contra diz: «O mega – consumismo alastra sobretudo nas vésperas do Natal, quando a pulsação das compras sobe a níveis muito elevados. (…) – há mais de uma década nasceu nos EUA, o BND, o Dia Sem Compras, uma revolta anual contra o excesso consumista, a distribuição desigual da riqueza mundial e a perversa influência da publicidade.(…) No dia em que se dá graças, 27 de Novembro, as famílias juntam-se para partilhar uma refeição. No dia 28, as famílias correm para as lojas e transformam as caixas registadoras em cofres do Tio Patinhas. A 29 de Novembro, os protestos cabem aos europeus. Não todos, porque Portugal e Espanha, por exemplo, ficam de fora. A Associação de Consumidores de Portugal (ACOP) ainda propôs, no ano passado, a realização de um Dia Sem Compras, mas não houve quem aderisse. Nem mesmo os movimentos sociais.».

«É preciso reflectir, pensar a nossa sociedade, e registar que a barbárie, as trevas e a opressão acabaram por ser sempre derrotadas pelos valores do homem.» – (João Vaz, “Correio da Manhã”, 22-11-03).

O cardeal-patriarca de Lisboa no 1.° dia de trabalhos do Fórum Católico, 21-11-03 afirma que «a paz é a essência do homem. Promover iniciativas sobre a paz pode “parecer poético”, mas todo e qualquer acontecimento em torno desse valor é uma semente que pode provocar outras iniciativas.» – (António Marujo, “Público”, 23-11-03)

Palavras para quê? É pena que não se pare e partilhe. Realidades cruéis que parece não conseguirem penetrar em todos os corações.

Como somos capazes de nos colocar na posição cómoda de que “alguém irá fazer alguma coisa”? Como digerimos estas coisas todos os dias?




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