Fotografia:
Nótulas soltas da minha agenda

1. «Este país é uma choldra!» O Rei D. Carlos fez esta afirmação que continua válida. Num século nada mudámos. Mesquinhos. Traiçoeiros. Lamacentos e cinzentos. Talvez por isso aquele grande Homem foi assassinado. Não cabia neste país que não o merecia. Portugal, há muito tempo, que só serve de ecossistema para gente rasteira e medíocre.

N/D
12 Jan 2004

O fenómeno Casa Pia é uma das muitas possíveis ilustrações. É horrível o espectáculo mediático que todos os dias nos é servido pela comunicação social sôfrega de escândalos. E se os não há, fabrica-os.

2. Pronto, foram inaugurados os estádios para o Euro 2004. A alienação continua. Milhões de euros gastos para gáudio de alguns e do seu umbigo.

Como lamento que continue a não haver hospitais com qualidade para todos ou escolas bem apetrechadas para os nossos alunos todos!… Como lamento que continuemos a ver Lisboa saciar-se em espectáculos de grande qualidade: ópera, concertos, exposições…

E o resto do país a ser uma espécie de Terceiro Mundo cultural da Europa por que não há dinheiro para manter uma Orquestra Regional, ou um Grupo de Teatro profissional ou, ao menos, uma Orquestra de Câmara…

Somos, porque queremos ser, uma choldra!

Atente-se o distrito de Braga e para o seu miserabilismo cultural! Infelizmente, o mesmo, ou pior, se passa em Vila Real, Viseu, Bragança, Beja ou Viana do Castelo.

3. As televisões continuam a servir-nos o pior nos telejornais, nas telenovelas ou música pimba. A publicidade, salvo as excepções, promove a exploração sexual e é muitas vezes puramente pornográfica.

Aguardo com expectativa “A Dois”.

4. 2004 vai ser o Ano Internacional da Família, já que se comemoram os dez anos do I Ano Internacional da Família. Estou ansioso por saber o que se vai fazer a nível nacional. Sei, tenho a certeza, que nos irão “encharcar” os ouvidos trombetas da chamada modernidade, apregoando os novos paradigmas da família: homossexuais, lésbicas e afins. Como se a Família não fosse desde sempre e em todas as culturas baseada na heterossexualidade!… Aqueles e aquelas podem formar as comunidades que quiserem pois é um direito fundamental cada um associar-se como entender.

Porém, temos de ter a coragem de afirmar «a tempo e contratempo» que a Família pressupõe que o Homem e a Mulher construam comunidade aberta à transmissão da vida que aqueles não podem garantir por que a natureza funciona na base da heterossexualidade.




Notícias relacionadas


Scroll Up