Fotografia:
“Caminhar na idade”

Sentados nos jardins, passeando na rua ou lendo jornais no café, fazem parte do todo social, merecem respeito, carinho e atenção, são quase sempre bons contadores de histórias e têm “sempre” um conselho ou opinião amiga, pronta a partilhar connosco e que reflectem a experiência do passado, da vida vivida por vezes em condições bem mais difíceis, que as nossas.

N/D
2 Jan 2004

Eles são passado e presente, viveram em séculos diferentes, num país com diferenças políticas económicas e mesmo sociais, não eram autorizadas a pensar, mas a executar, trabalhar. Hoje são consideradas a terceira idade, que ninguém em concreto sabe quando começa. O poder político considerou na nossa Constituição preocupação com a sua situação, o seu bem estar, entendeu e bem que o país tem deveres para com eles, (Art.o 72 C.R.P.) permitam-me que cite:
«As pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário que respeitem a sua autonomia pessoal e evitem e superem o isolamento ou a marginalização social. A política de terceira idade engloba medidas de carácter económico, social e cultural tendentes a proporcionar às pessoas idosas oportunidades de realização pessoal, através de uma participação activa na vida da comunidade».

Não tendo força reivindicativa, aguardam que os seus direitos sejam um facto, que a Constituição seja realidade. Pedem pouco, aguardam pacientes pelas pensões de reforma, planeiam uma ida ao médico quando o orçamento lho permita, têm nos amigos, na família e no convívio “um caminhar na idade” depois duma vida dura, de sacrifícios e privações. Cada vez mais cedo, factores sociais decorrentes da evolução do sistema, fazem nascer mais idosos, porventura mais novos, situações em que desemprego, carência afectiva e solidão tornam mais difícil o “caminhar na idade” com objectivos.

Estes homens que merecem todo o nosso respeito e consideração, precisam de sentir, que de facto o país, a constituição, todos nós temos uma enorme divida para com eles e lhes assiste sempre o direito de exigir melhores condições de vida, para que esse caminhar na idade, seja feliz e reflexo duma gratidão que jamais terá preço. Continuar a viver com a satisfação de quem na vida cumpriu uma missão e continua a caminhar serenamente, junto da família e dos amigos, são a esperança que ajuda o “caminhar na idade”.




Notícias relacionadas


Scroll Up