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Auspiciando bons augúrios para 2004…

Passado que foi o ano de 2003 – que tal como nos últimos anos terminados em «três» foi de crise e dificuldades, conflitos e sangue, tragédias e acusações – surgem-nos solicitações de que o ano bissexto de 2004 seja melhor, mais calmo, com menos dificuldades (sociais, económicas, sanitário-educacionais, culturais e espirituais), capazmente explicadas e compreendidas num horizonte de harmonia pessoal e construção colectiva.

N/D
2 Jan 2004

Eis breves apontamentos sobre campos/vertentes/dimensões em que gosta-ríamos que o novo ano fosse diferente:
* Trabalho digno para todos, onde empresários e trabalhadores assumem o seu papel, contribuindo pelo seu esforço para a dignificação de todos, enquanto o sector sindical vai construindo novas formas de participação e sacudindo as peias da mera reivindicação de regalias em detrimento dos deveres correspondentes;

* Saúde para quantos têm de recorrer a hospitais, clínicas, centros de saúde ou consultórios, tornando cada um dos intervenientes paladinos do equilíbrio de forças, defendendo a vida desde a concepção até à morte natural, abjurando certos abortomaníacos/as (mais por conveniência do que por convicção!), rejeitando si-tuações menos claras de âmbito farmaco-médico e pugnando por uma assistência correcta sem monopólio tanto do Estado como de privados;

* Comunicação social mais positiva e isenta, onde os ‘casos’ de escândalo tenham menos tempo de antena ou páginas de escrita e se possa acreditar que as ‘guerras’ de audiências não podem sobrepor-se à dignidade das pessoas nem os interesses de venda podem fazer menosprezar a verdade;

* Educação/cultura da população em geral e dos estudantes em particular, por forma a irmos passando dos míseros cinco por cento de licenciados (com curso acabado!), em Portugal, para o gerar da capacidade de saber entender as coisas, tanto as visíveis como as menos claras, integrando a história passada, abrindo-nos aos desa-fios do futuro e entendendo os sinais do presente… por vezes um tanto ofuscado por guerrilhas de interesses ideologizados subterrâneos ou tendenciosos;

* Habitação condigna e capaz de dar gosto a quem tenha ‘casa sua’, pois é no lar acolhedor que se educa, cresce a confiança, partilha o pão, faz a festa e celebra a fé;

* Justiça mais justa para quantos se sentem necessitados de que as leis sejam cumpridas, os direitos defendidos e os deveres aprimorados, tanto na celeridade da sua aplicação como na igualdade de todos diante de quem tem de julgar;

* Segurança pessoal, patrimonial, social em que sejam exorcizados medos mais ou menos detectáveis no trato público (estatal, institucional ou grupal) ou na privacidade, respeitando a Europa a diversidade, onde os imigrantes têm de passar a ser cidadãos iguais aos nativos, sabendo que seremos respeitados na medida em que soubermos integrá-los a todos.

Nestes desejos – intencionais, mas nem por isso utópicos! – teremos de fazer participar a dimensão ética, espiritual e cultural da Igreja Católica, tornando-se, para crentes ou não, força catalizadora, dinamizadora e atenta aos vinte e um séculos – com todas as luzes e sombras que a integram – de história de vida em favor dos outros, sobretudo dos mais fracos, anunciando, preferencialmente, a Boa Nova de Jesus Cristo.

Assim 2004 seja repleto de sucessos, vitórias e bênçãos… para todos os portugueses!




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