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2004: empenhar-se na educação para a paz

Para a instauração da verdadeira paz no mundo, a justiça deve ser completada pela caridade. O direito é certamente a primeira estrada a seguir para se chegar à paz; e os povos devem ser educados para o respeito do mesmo. Mas, não será possível chegar ao termo do caminho, se a justiça não for integrada pelo amor.

N/D
1 Jan 2004

Justiça e amor aparecem às vezes como forças antagonistas, quando, na verdade, não passam de duas faces duma mesma realidade, duas dimensões da existência humana que devem completar-se reciprocamente» – João Paulo II, Mensagem para o 31.º Dia Mundial da Paz, intitulado – «Um compromisso sempre actual: educar para a paz».
De facto, no princípio de cada ano somos desafiados a reflectir, a rezar e a comprometer-nos activamente na construção do dom da paz. Desde 1968 que este desafio se tem tornado mais consciente, tanto ao nível pessoal como colectivo e institucional.

Com João Paulo II a temática para o ‘dia mundial da paz’, desde 1979, tem versado aspectos mais socio-políticos da dimensão da paz, tendo em conta as circunstâncias históricas mais marcantes, com incidência em aspectos como a justiça, a liberdade, a verdade, o diálogo de culturas ou o respeito pelos direitos humanos.

Ao centrar a nossa atenção este ano sobre a educação para a paz, João Paulo II retoma o tema de 1979, fazendo-se eco da evolução do direito internacional e da ‘chaga funesta do terrorismo’.
Dois breves desafios que o Papa nos aponta como caminhos da educação para a paz:

* ‘Não há paz sem perdão’ – na verdade é quando se cria um clima de perdão que estaremos capazes de ser construtores da paz.

* ‘ Só uma humanidade onde reine a ‘civilização do amor’ poderá gozar de uma paz autêntica e duradoura’ – na medida em que soubermos ser instrumentos da autêntica cultura do perdão assim haverá paz em cada um de nós e à nossa volta.

Aquilo que devemos dar aos outros por justiça não poderemos impingir ou consignar por solidariedade. Aquilo a que devemos ser devedores uns aos outros é do respeito mútuo, da boa fé e da lealdade, contribuindo para a boa harmonia entre todos.

Assim haja paz educativa e educação para a paz!




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