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Neste fim de ano…

Hoje finda o ano de 2003 e inicia-se amanhã o seguinte. Certamente que à semelhança de outros anos haverá festejos, convívios alegres e íntimos e promessas demasiado políticas para embelezar o ambiente.

N/D
31 Dez 2003

Olvida-se o que se passou no ano que hoje finda, onde em pleno século das luzes houve trevas, onde em tempo de promessas de felicidade houve registos trágicos, mormente se nos debruçarmos sobre a situação política e económica mundial.
As guerras persistem, os ditadores exibem-se, a fome preocupa milhões de pes-soas. A súplica à caridade suplanta a confiança nos poderes políticos, e a Igreja Católica em países onde a fome domina são a virtude excepcional de auxílio aos necessitados.

Há uns países ricos, que se reúnem para estudar este problema, mas que, infelizmente, não têm tido o êxito que as circunstâncias pedem e exigem.

A contrastar com esta realidade, vêem-se políticos governantes a aproveitarem-se das oportunidades para encherem as suas carteiras bancárias de somas avultadas enquanto nos países que governam os famintos são aos milhares.

Estamos em tempo do qual se fala de progresso em abundância.

Mas as realidades vividas em diversos países, ou, até em muitos países, é degradante e confrangedora.

Nos países que vivem esta tragédia e noutros onde abundam as possibilidades económicas nem sempre, os governos, têm, para com os necessitados, a atenção que lhes é devida.

Chegamos ao novo ano que amanhã se inicia com realidades negras de privações essenciais à vida e de escândalos sociais.

Que fazer?

A política é que tem de enfrentar a realidade e, nesse sentido, deve actuar. A política, teoricamente falando, é que deve formar e preparar os cidadãos para essa realidade, cuida, porém demasiado de conquistar o poder, garanti-lo e mantê-lo. E em vez de trabalhar no sentido de servir a pessoa, o cidadão, serve-se deste para se conservar no poder e para não arriscar perdê-lo. E então prefere trabalhar a favor do assalto que o mantêm no poder e não no dever a cumprir em razão da função que desempenha e que é destinada ao bem estar da pessoa, do cidadão, ainda que, para o obter, tenha de sacrificar o partido ou os partidos.

Ultimamente, entre nós, o governo tem procurado enfrentar a grave situação que herdou do partido socialista e tem procurado inovar e renovar situações fundamentais para obter a melhoria económica que se impõe.

O problema é difícil, e torna-se ainda mais difícil quando o adversário político em vez de colaborar prefere optar pela crítica destrutiva.

Não lhes interessam as lições que vêm do estrangeiro como tem acontecido na Alemanha onde a oposição tem colaborado com o governo socialista para vencer a grave crise económica por que passa.

Há quem não tenha possibilidades financeiras, mesmo quando tem subsídio oficial, para viver o seu dia a dia, mas há quem ganhe mais do que nos países ricos europeus, como já se escreveu na imprensa nacional.

O momento político que vivemos é difícil quer no plano económico quer no social. São muitos os que emigram a fim de garantirem o seu mínimo de sobrevivência digna. Isto impõe uma grande reflexão a governantes, a economistas e a todos os cidadãos que prezam o respeito pela pessoa humana: colaborar e não apenas com palavras.

Iniciamos um novo ano e os países da velha Europa trabalham no plano jurídico da sua organização. Oxalá os responsáveis da Constituição sejam objectivos e respeitem a Moral e a Justiça.

Acontece, no entanto, que a Comissão, incumbida desse trabalho, até ao presente não tem respeitado nem a Religião nem a História.

Para onde vamos?

Wesller, professor universitário disse no “Diário de Notícias” de 11 de Dezembro: «Nos círculos liberais progressistas, acerca de que o Preâmbulo da Constituição inclua uma referência a Deus e/ou às “Raízes Cristãs” da Europa, foi encarada com desprezo».

Nem a História lhes interessa.

Apenas lhe interessa o seu ódio à religião católica.

E isto em pleno século, no qual se proclama em alta voz a liberdade.




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