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Um piscar de olho a 2004…

Passado que está mais um ano, cabe reflectir sobre aquilo que aconteceu, no que passou e naquilo que se espera de 2004.

N/D
30 Dez 2003

No plano político e militar internacional, este ficará certamente como o ano da Guerra no Iraque, o fim do regime iraquiano e a captura do seu grande líder Sadam Hussein.
Entraremos em 2004 fustigados com uma guerra mais sangrenta do que o que se podia imaginar, mais dura e violenta, mais proliferada do que aquilo que se podia adivinhar. Um dos grandes cancros que este século herdou do seu antecessor parece mais forte e presente do que nunca, ou pelo menos a comunidade internacional encara-o com mais coragem e frontalidade do que outrora, mas a sua influência no mundo moderno é cada vez mais efectiva… Cabe-nos dar o exemplo máximo de grandiosidade humana ao conceder ao assassino e ditador um julgamento justo e respeitador dos direitos do homem, para que todos aqueles que estão envolvidos em grupos terroristas e que planeiam usar a violência como meio reivindicador de um mundo que nunca existiu, não existe e certamente jamais existirá, a não ser nas suas mentes perturbadas, saibam que o bem triunfará sempre, quanto mais não seja porque os seus “adeptos” ainda são muito mais significativos…

No plano nacional, não posso deixar de salientar o processo “Casa Pia”. É sem margem de dúvida o mega processo que promete fazer furor. Pôs em causa o funcionamento da própria justiça, envolveu famosos e promete ainda dar muito que falar.

Atrever-me-ia mesmo a dizer que a justiça nunca mais será a mesma depois deste processo. Não sei se será melhor ou pior… igual é que não ficará certamente! Pode ser considerada a vergonha nacional pelo facto de já ser um caso conhecido à já longos anos, apesar de nunca ter havido a coragem para o assumir e levá-lo às últimas consequências, mas poderá transformar-se no orgulho lusitano pelo facto de punir aqueles que no caso estão envolvidos, exemplarmente, não olhando a condição económica, política ou social. Àqueles que pratiquem actos tão horrendos como os de pedofilia pode ficar aqui o aviso que a culpa não morrerá solteira e todos terão de prestar contas à justiça, seja a Casa Pia seja outra instituição qualquer, sejam mesmo casos isolados, em qualquer ponto do país… do Minho ao Algarve… do interior ao litoral. Resta esperar que a sociedade portuguesa abra bem os olhos e veja aquilo que, por vezes, está mesmo debaixo do nariz e é pura e simplesmente ignorado.

2004 será também o ano do grande evento, que nos levou a investir milhões de contos em estádios de futebol. Os votos são para que tudo corra pelo melhor e que os portugueses saibam rentabilizar ao máximo um evento que tão caro lhes vai sair. É preciso pensar desde logo no que se vai fazer durante o Euro 2004, para que este seja um evento de repercussões internacionais extraordinárias e que a imagem do país saia valorizada com a realização do mesmo, mas não se pode deixar de preparar desde já a era pós Euro 2004, porque os estádios cá ficam, o investimento já foi realizado e é preciso saber desde logo como gerir estes novos equipamentos, sobretudo os municipais cujo investimento a 100% é dos capitais públicos, para que venham a ter um uso rentável no futuro, para que as populações possam ver bem investido o seu dinheiro… e não basta dizer que é muito bonito de se ver, que é uma obra de arte, é preciso colocar estes equipamentos verdadeiramente ao serviço dos interesses públicos e não dos privados… e de resto que Portugal seja campeão!!!!

Estes são os três assuntos que escolhi como pano de fundo de encerramento do ano de 2003!

Despeço-me desde já, não sem antes desejar um Ano Novo repleto de objectivos alcançados a todos os leitores, colaboradores e funcionários do Diário do Minho com a promessa de regressar em 2004.




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