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Nós e a política…

Todos os cidadãos têm o direito de tomar parte na vida política e na direcção dos assuntos públicos do país… É um dos princípios referidos na nossa Constituição, que refere também o direito do cidadão ser esclarecido objectivamente sobre actos do Estado e demais entidades públicas, acerca da gestão dos assuntos públicos.

N/D
29 Dez 2003

Quando em texto anterior referi a distância existente entre órgãos políticos e o cidadão, obviamente pensava na necessidade de aproximação entre os eleitos e o cidadão, permitindo um melhor conhecimento das matérias que certamente têm repercussão na vida social e económica dos portugueses, em sentido real e o abstracto.
Falar em Constituição e órgãos de poder significa, também, interrogarmo-nos sobre o conhecimento que o cidadão comum tem da organização do país e se não será importante e oportuna uma maior informação, quando se alude com frequência à possibilidade de uma Constituição Europeia. Décadas atrás tivemos um regime político diferente, que também ele merece hoje ser recordado às novas gerações para mais facilmente poderem entender “o preço da liberdade…”.

Lembrar métodos desumanos, repressão, violação de correspondência, escutas telefónicas, chantagens, buscas e prisões sem mandatos, torturas físicas e psicológicas, julgamentos sem culpa formada, processos à espera de julgamento… tudo na defesa de um Governo sem defesa, não deve significar fazer política, mas antes motivar os jovens para o conhecimento dum passado recente.

A história do Tarrafal, Peniche, São Nicolau ou Caxias, longe de ser mito fará certamente parte dum passado, que será história e nunca foi sonho. Ouvir hoje os noticiários, meditar sobre o mundo e dar graças pela paz que desfrutamos e esperamos continuar a desfrutar, é sentir a liberdade alcançada e deve constituir um bem inegociável – e o seu valor deve ser transmitido às gerações, lembrando-lhes a história do passado.

O cidadão mais esclarecido beneficia o todo social e permite a sua participação consciente quando chamado a pronunciar-se sobre questões que a todos digam respeito.

Somos um povo de fé e esperança, acreditamos num futuro melhor, mas precisamos de sinais de esperança, de informação que a todos motive no caminho duma evolução tão desejada como necessária.

O conhecimento da evolução política das últimas décadas servirá sempre para comparar e verificar se o caminho percorrido foi positivo e o amanhã tem futuro.




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