Fotografia:
Como o azeite…

Sim, tive mais uma confirmação no passado dia 6 de Dezembro à noite, na RTP1, no programa “Tributo a Henrique Mendes” apresentado por Júlio Isidro.

N/D
24 Dez 2003

Não o vi nos primeiros minutos mas, logo a seguir, não perdi nenhum pormenor. Ouvi depoimentos das mais diversas personalidades, colhidos na rua ou apresentadas ali mesmo, directamente ou à distância, ao homenageado. Desde jovens, adultos, cavalheiros, senhoras, diversos na idade, cultura, sensibilidade política, condição social, todos foram unânimes em atestar as qualidades de carácter, aprumo, profissionalismo, comunicador, apresentador, jornalista, actor, escritor, bondade e simpatia, de Henrique Mendes.
Passaram diante de nossos olhos diversos retalhos e episódios da sua vida profissional, familiar e artística. Ex-superiores seus na Rádio e Televisão, ali afirmaram solenemente quanto admiravam Henrique Mendes, pelos dotes, que possuía, e que sempre soube e quis pôr a render ao serviço da Comunidade.

Destacou-se a presença de “Baptista Bastos”, falando do valor de homens da geração do homenageado e encantou-me o tributo de homenagem prestado pela distinta acordionista “Eugénia Lima”, que, embora afastada dos concertos há três anos devido à idade, deliciou os espectadores com uma peça artística dedicada a Castelo Branco, terra natal de Henrique Mendes, cujo avô muita vez – disse ela – lhe dera rebuçados…

Pois bem: por este grande Henrique Mendes, que sempre admirei e admiro, quem mais uma vez ouvi referir-se, ao menos indirectamente, à injustiça cometida sobre a sua pessoa e família, aquando do “25 de Abril”. Sem a mínima explicação justificativa – já outra vez lho escutara – uns certos cabecilhas operacionais da “revolução” cometeram a negra, proeza de o sanear, sendo ele como era – um profis-sional que sabia honrar as instituições por onde passava. Posto na rua selvaticamente, teve de amargar o que não merecia, emigrando para o Canadá, de alma triste mas sem ódios pelo que lhe fizeram…

O saneamento de Henrique Mendes, como aliás muitos outros de pessoas valiosíssimas e craveira superior, foi nódoa negra e indelével dessa revolução, cujos benefícios seriam possíveis sem tais desmandos…

A verdade e o valor são como o azeite: sobem ao cimo! O “escorraçado” da TV foi, agora, por ela homenageado! Ainda bem! Palmas!!!




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