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Uma vez mais

Em reunião(a última do ano dois mil e três) do executivo municipal de Braga foram analisados os planos de actividades e os orçamentos das empresas municipais de Braga. Analisando, em particular, a proposta referente à empresa municipal Parque de Exposições de Braga, designada PEB, gostaria de partilhar com os Bracarenses algumas das considerações feitas durante a mesma reunião.

N/D
22 Dez 2003

O Plano de Actividades para 2004 do Parque de Exposições de Braga (PEB) é o reconhecimento da falência de um certo modelo. É o reconhecimento da incapacidade e incompetência de uma administração em revitalizar uma estrutura que reconhece ser importante na afirmação do concelho e do seu tecido empresarial.
Mais uma vez, a exemplo dos planos de actividades transactos, confunde estratégia com táctica e ocupa-se essencialmente desta última. Não há em todo o plano um indício de estratégia capaz de realizar a missão do PEB. Aliás, pode-se mesmo duvidar se a actual administração possui e/ou definiu uma missão para o PEB.

Uma vez mais, oculta-se atrás da retracção económica para justificar a incapacidade e não evidencia qualquer atitude para ultrapassar a letargia moribunda onde já há muitos anos caiu. Tem apesar de tudo um momento único de sinceridade quando extingue o sector das artes gráficas porque “nas actuais circunstâncias e com os meios disponíveis não se tem mostrado capaz de apresentar uma exploração equilibrada”. Lamenta-se apenas a inabilidade de retirar as consequências naturais. Mais uma vez a culpa morre solteira.

Procura, no entanto, dar a entender que se preocupa em “…definir a sua estratégia para o ano de 2004. Uma estratégia que procurando diversificar iniciativas e áreas de actuação…” permita “não desperdiçar oportunidades de criar novos e diversos eventos em áreas não tradicionais mas que, em conjunto, e em parcerias, possam ter impacto no reforço estratégico do posicionamento e visibilidade de Braga enquanto cidade de Feiras, Exposições e Congressos.” Pura mistificação porque logo reconhece que “o Plano de Actividades para 2004 traduzirá uma orientação estratégica fundamental: – Organização dos certames que se consolidaram no calendário anual de feiras…”. Ou seja mais do de menos, chegando a reconhecer que a estratégia a adoptar para 2004 parece mais defensiva do que ofensiva.

Reconhece a necessidade “absolutamente prioritária” de realizar a requalificação das infra-estruturas existentes de forma a criar condições que estimulem a procura de terceiros para grandes congressos e a instalação de um Centro de Congressos de Braga, e mais uma vez não se vislumbra neste documento qualquer plano de investimentos compatível.

Gostaria de terminar dizendo que, uma vez mais, fica a ideia que este Plano de Actividades é um enorme acto de renúncia e de incapacidade de inverter a actual situação do PEB. Um plano que do transacto apenas acrescenta a novidade do contrato-programa com a CMB, revelando-se incapaz de esboçar sequer uma linha orientadora que ultrapasse a gestão do quotidiano.

Assim, o voto negativo ao Plano de Actividades para 2004 do Parque de Exposições de Braga, é também um voto de censura à incapacidade da actual administração em definir para esta estrutura uma Missão e estratégias compatíveis.




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