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Outro ponto de vista…

Asuperioridade moral da civilização ocidental, construída na base de pressupostos judaico-cristãos, radica, também, no profundo respeito pela vida humana.

N/D
19 Dez 2003

Esta constatação, de facto, parece-nos não poder ilustrar o comportamento das forças presentes, hoje, no Iraque.
Pessoalmente fiquei chocado com a forma como foi apresentada a prisão do ditador Saddam Hussein.

Na altura não pensei na Convenção de Genebra, mas sim no exemplo dado por João Paulo II quando foi visitar à cadeia Ali Agca, para de forma reservada, mas pública, lhe comunicar o seu perdão.

Recorde-se que o mesmo Agca tinha perpetrado um atentado contra a vida do Papa polaco.

Deste exemplo de perdão poderemos tentar perceber a diferença abismal entre os homens de um mundo feito de nada e um outro que se anuncia com tudo: espiritual, autêntico e verdadeiramente humano.

Não se pretende com esta posição branquear um período negro da história de um povo, nem se pretende dizer que o mesmo ditador não deve ser sujeito à justiça dos homens.

O que pretendemos afirmar é que numa altura que tanto se fala de paz, de respeito pelos outros e de liberdade, não nos esqueçamos da natureza passageira dos domínios. E, se queremos dar mostras de superioridade, seja essa superioridade moral revelada pelo profundo respeito pelo homem, independentemente da sua actual posição.

Aliás, o próprio Hussein, no exercício demagógico e despótico do poder, afirmava: «quando tiveres de aplicar a justiça, sê justo».

Os actuais poderes dominantes no Iraque só têm de aplicar a frase do próprio Saddam.

Um mundo mais justo não se constrói apenas com palavras, mas sim com acções que nos aproximam, ou não, da verdadeira natureza de ser homem, que mais não é que ser para o Outro.

Finalmente, a todos os leitores do Diário de Minho os votos de um Santo e Feliz Natal.




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