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Outro ponto de vista…

No fim-de-semana passado Braga apareceu em destaque na imprensa nacional por duas vezes.Não foi por razões da publicitação do novo ex-libris, vulgo obra de arte, mas por razões mais domésticas.

N/D
12 Dez 2003

A primeira vez ficamos a saber que o processo de aquisição das cadeiras do novo estádio mereceu por parte do Tribunal de Contas um rotundo “não”.

As razões apontadas por este Tribunal, merecedoras de alguma atenção, prendem-se com eventuais irregularidades no processo.

Segundo julgo saber, em resultado de um concurso determinada empresa foi preterida. Contestando, à mesma empresa foi-lhe dada razão por quem de direito.

O nosso Edil, num acto de gestão legítimo, em termos de administração privada, anula o concurso e promove a escolha que, no seu entendimento, era a melhor. O problema é que a sua decisão é suportada por dinheiros públicos. E existem regras que, segundo parece, não foram respeitadas.

Contada a “estória” assim, até parece que não se deve dar importância a este facto. Acho que devemos atribuir a devida importância, pois estes comportamentos, os protagonizados pelo actual Edil, indiciam um profundo desrespeito pelos bens públicos. Não valoro a decisão, discordo claramente dos seus pressupostos.

Na segunda vez que Braga apareceu nos escaparates dos jornais, tomamos conhecimento dos resultados de um estudo académico que coloca em causa a qualidade de alguma da construção feita em Braga. Não sendo propriamente uma surpresa, ficamos estarrecidos ao saber que a algumas das edificações não poderiam ser atribuídas as autorizações, nomeadamente de habitabilidade, entre outras.

Surpresa: afinal, as mesmas habitações gozam da propriedade que as torna no papel seguras, habitáveis e confiáveis. No papel e oficial. Logo, alguém autorizou. Quem autorizou? Porque autorizou? Investigue-se! Braga agradece.




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