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Deveres da criança

Em 19 de Novembro diversas crianças das escolas saíram à rua alertando para o aniversário da aprovação da Convenção dos Direitos da Criança.

N/D
11 Dez 2003

A criança, como os demais cidadãos, é sujeito de direitos. De direitos que lhe devem ser respeitados em todas as circunstâncias. De direitos que são inalienáveis e devem ser invioláveis. Faz parte da educação da criança ajudá-la a tomar consciência da sua dignidade e a conhecer os seus direitos. E a reivindicá-los ordeiramente, sempre que for necessário. Mas porque não há direitos sem deveres, a educação exige que também destes se fale à criança. E que se lhe mostre como deve saber cumprir os seus deveres, a fim de, coerentemente, poder exigir que respeitem os seus direitos.
Enumero os que considero serem os deveres básicos da criança:

O dever de respeitar os outros, sejam eles quem forem.

O dever de fazer bem, com calma e com limpeza, os trabalhos escolares.

O dever de estar atenta na sala de aula, de não distrair os outros, de estar sentada no seu lugar, de guardar silêncio, de só falar na sua vez.

O dever de não monopolizar a atenção dos pais, deixando-lhes tempo para dedicarem um ao outro e conversarem um com o outro.

O dever de não estragar as coisas, quer se trate de objectos individuais quer de bens da comunidade: o mobiliário, os caixotes do lixo, os livros, os cadernos, etc.

O dever de manter limpos os locais que frequenta e de não riscar as paredes.

O dever de não forçar os pais a fazerem despesas supérfluas, exigindo roupas de marca ou coisas que não fazem falta.

O dever de não fazer birras quando os pais entendem que lhe não devem fazer a vontade.

O dever de falar sem gritar.

O dever de obedecer aos pais e aos outros superiores.

O dever de cumprir as regras de trânsito e de só atravessar nas passadeiras e com o semáforo verde.

O dever de ter cuidado com a sua higiene pessoal e de se apresentar limpa e asseada.

O dever de não maltratar os animais.

O dever de não desperdiçar os alimentos e de se alimentar convenientemente.

O dever de colaborar nas tarefas domésticas e de arrumar as suas coisas.

O dever de não recorrer a quaisquer formas de violência a fim de impor a sua vontade e os seus caprichos.

O dever de se deitar a horas e de descansar o suficiente.

O dever de ser moderada no uso da televisão.

O dever de cumprir as regras dos jogos em que participa. De não fazer batota. De saber ganhar e de saber perder. De reconhecer os méritos dos vencedores e de não humilhar os vencidos.

Enumerei este conjunto de deveres, mas outros podem surgir a completar a lista.

Sei que é mais fácil e mais simpático educar só para os direitos, mas o educador não cumpre a sua missão se não alerta, igualmente, para o cumprimento dos deveres.

Servir a criança é dar-lhe o carinho e a atenção a que tem direito. É defendê-la dos instintos de certos adultos, que até podem ser familiares. É levá-la a não ter medo de denunciar os abusos de que é vítima. Mas também consiste em habituá-la a cumprir os seus deveres.




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