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Outro ponto de vista…

Cíclico porque repetitivo o plano de acção ou de actividades para o município de Braga denota uma ausência de pensamento estratégico.

N/D
5 Dez 2003

Autêntica manta de retalhos não se percebe que ideia humana de cidade lhe está subjacente.
Percebe-se de forma elucidativa proposta nenhuma, muito embora o esforço propagandístico pretenda colorir um conjunto de pseudo-ideias que, afinal, de ideias nada têm, permanecendo só e apenas a repetição do anterior, do já visto.

O que acabamos de afirmar nada tem de subversivo nem destrutivo e pode ser constatado nos grandes objectivos sempre anunciados com pompa e circunstância pelo nosso sempre rejuvenescido edil, ao dizer: «este ano o objectivo estratégico é a educação e o saneamento».

Confesso que inicialmente julguei ter percebido mal, mas como sempre vou guardando na memória as intervenções substantivas do nosso autarca principal, recordei que este filme já o tinha visto, várias vezes!

Aliás, aos leitores e eleitores sempre os desafio a tentar perceber como é possível que, sendo Braga a terceira cidade do país, que é dotada de uma obra de arte para a prática de jogos de bola, que tem o maior túnel rodoviário, tem (tinha) um mercado que de produtos hortícolas e frutícolas, passou a cultural e vai ser capital europeia da cultura, em parceria com Salamanca, é certo, ainda pode ter, ou não, cobertura total em termos do mais básico, o saneamento.

Ao compararmos o que têm dito os poderes locais bracarenses nos últimos anos, Braga deve estar a fazer o saneamento básico em outros concelhos limítrofes. Só pode, a fazer fé nos números de execução e suas percentagens. Ou então, os números nada querem dizer!

Quanto ao saneamento, ficamos a saber: este ano é que vai ser!

E a educação?

Sempre se percebeu que foi área que esta gestão sempre denotou especial carinho e atenção!

Preocupação crescente de educar, até pelo exemplo, de como não se deve fazer.

Mas este ano vai ser um ano cheio de coisas boas (!), com investimentos na recuperação de edifícios degradados, como por exemplo o Teatro Sá de Miranda, para que os alunos possam fruir a dimensão estética do bem representar, passando pela valorização do parque escolar com envolvências em espaços verdes e lúdicos que permitam as aprendizagens. Este seria um sonho, legítimo!

A realidade é outra! Não se pensa uma cidade aos retalhos.

Uma cidade deve ser equacionada e pensada em termos da sua melhor dimensão, a humana, e de forma transparente, sem futebóis que a transfigurem!




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