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Preparar o Natal

Estamos a viver o tempo do Advento com que, liturgicamente, se prepara a celebração do Natal. E é bom que todos os que nos assumimos como cristãos tomemos consciência do dever de prepararmos o verdadeiro Natal, não nos deixando seduzir pelo atraente de falsos natais, de que desde há semanas começámos já a receber mensagens.

N/D
4 Dez 2003

O verdadeiro Natal é o que celebra o nascimento de Jesus, o Salvador da humanidade. E celebrar o nascimento de Jesus é acolher a Sua Mensagem, levando para a vida o que nos veio dizer o Verbo de Deus feito homem.
Celebrar o Natal é viver a fraternidade, vendo em cada homem não um adversário, não um concorrente, mas alguém que também é filho de Deus, o Pai comum.

Celebrar o Natal é viver a solidariedade, sendo sensível aos problemas e às dificuldades dos outros e cumprindo o dever de repartir.

Celebrar o Natal é ser construtor de paz, respeitando toda e qualquer pessoa na sua dignidade e nos seus direitos. É ver em cada criança um Menino Jesus a precisar, na sua debilidade, de quem o acolha.

Celebrar o Natal é viver o verdadeiro espírito de família, comunidade de vida e de amor nascida de um casal que procura ser sinal de como Deus nos ama. É fazer da família «a primeira e insubstituível escola de humanização e de sociabilidade».

Celebrar o Natal é tomar consciência de que Jesus é a grande prenda de Deus Pai à humanidade e de que a melhor prenda com que podemos retribuir é a de nos colocarmos ao seu serviço, fazendo da vida uma doação aos demais.

A celebração do Natal exige que tenhamos a coragem de eliminar ódios ou ressentimentos, reconciliando-nos com Deus e com os irmãos, pois só de coração limpo se pode receber a Jesus que vem.

Coerentemente, o Natal que nos preparamos para celebrar é o da comemoração do nascimento de Jesus e não o do aparecimento de qualquer pai natal inventado por interesses comerciais que mais se servem da pessoa do que a servem.

Uma das formas de assinalar a celebração do Natal é a montagem do presépio, onde a imagem do Menino Jesus é referência fundamental.

Com a celebração do Natal em 25 de Dezembro pretendeu-se cristianizar uma festa pagã em honra do sol, passando a assinalar nesse dia o nascimento de Jesus, luz dos homens e sol de justiça. Hoje, há todo um esforço no sentido de se andar para trás, de se paganizar o Natal cristão. E isso acontece, até, com a colaboração e/ou a cumplicidade, creio que inconscientes mas nem por isso menos censuráveis, de cristãos.

Em certos meios a celebração do Natal é manchada pelos pecados sociais do
egoísmo e do consumismo, pelo que também, ao prepararmos este Natal de 2003, é bom termos presente que o supérfluo é dos pobres.

A celebração do Natal evoca sentimentos de paz, de amor, de fraternidade, de sadia tolerância, de união. E porque tais sentimentos são aspirações dos homens durante o ano inteiro, também a vivência da mensagem natalícia se não deve limitar a um ou a alguns dias.

Preparar a celebração do Natal que se aproxima também é tomarmos consciência de que um cristão há-de procurar viver sempre em Natal, pois todos os dias sabe que é amado por Deus e que Deus quer ser amado nos outros.




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