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Coragem

Avida está cheia de dificuldades e, por isso, exige brio e coragem.Brio pessoal que nos leve a escolher a melhor «pose» para ser retratada no espelho da vida e coragem para ultrapassar todos os escolhos que nos surgem nas pegadas do roteiro terrestre.

N/D
28 Nov 2003

Em vez disto, muitas vezes, somos tentados a enveredar pela senda da hipocrisia ou pela vereda da cobardia. No primeiro caso, parecemos o que não somos e, no segundo, calamos o que merecia ser desvendado.

Ultimamente, Portugal tem andado à deriva e ninguém tem a coragem de dizer a verdade.
Vive-se de paliativos e rodeios que não levam a lado nenhum e ninguém tem a ousadia de dar um murro na mesa e, afoitamente, indicar o caminho a seguir.

A nação não produz o mínimo necessário à sobrevivência; os políticos não se entendem sobre o caminho a seguir; a justiça parece que deixou cair para o lado a espada de Demócles; enfim, há muita palração e pouca obra, no dia a dia dos portugueses.

O Presidente da República tem falado. O tom pedagógico que usa, se é escutado, não é posto em prática.

São várias as situações a denunciar.

– Temos, em primeiro lugar, a luta estudantil, por causa das propinas e da Reforma Educativa.

Urge convencer a estudantada de que todos os portugueses, desde os mais humildes aos mais abonados, estão a fazer tremendos sacrifícios pela sobrevivência da Pátria e que eles, dados os verdes anos, ainda não têm maturidade suficiente para promover e solucionar uma reforma que, não diz respeito só a eles, mas interessa a toda a nação e ao futuro de milhares de estudantes.

Que sejam ouvidos, muito bem!… mas que deixem a última palavra a especialistas na matéria.

– Urge ter a coragem de dizer aos professores desempregados que os alunos (filhos) são a razão de ser do professor e que não têm o direito de exigir aos outros aquilo de que muitos deles prescindiram.

A natalidade em Portugal, segundo os entendidos, não garante a conservação da espécie lusitana e a criança não é coisa que se possa importar.

E, sem alunos (filhos), não há escola; e, sem escola, não há emprego.

– Em seguida, é preciso convencer toda a comunicação social que a notícia não tem de ser forçosamente escandalosa e sangrenta.

O lado positivo da vida é muito mais interessante do que a parte negativa da existência humana.
Há tantas coisas boas em Portugal que mereciam ser noticiadas nos telejornais. Infelizmente, nem sequer são referenciadas!…

A imprensa, oral e escrita, têm uma função pedagógica na sociedade, de que não pode nem deve prescindir.

O objectivo do telejornal é a notícia, que deve ser apresentada de forma breve e sucinta, permitindo ao artista e ao empregado ser informado, sem prejuízo do trabalho nem do descanso.

– Será já tempo, após quase vinte e cinco anos de greves, de analisar se a operação de rua e a persistente acção grevista têm ajudado a criar e manter os postos de trabalho, ou se, pelo contrário, não têm contribuído para o desemprego e para o encerramento e mudança das empresas para outros locais.

– É altura dos políticos reflectirem se Portugal é ainda um estado de direito, onde a lei e a ética dominam ou se esta desordem e bagunça, a que estamos a assistir, não complicam as prerrogativas de liberdade, conquistadas em vinte e cinco de Abril.

– Enfim! É tempo de Portugal acordar da letargia em que está envolvido e encontrar coragem para arrumar escolhos e seguir o rumo certo.




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