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Apontamentos “ao acaso”

A Universidade de Coimbra não era assim tão saborosa, não era propriamente “uma pêra doce”!

N/D
28 Nov 2003

1. Estou a rascunhar estes apontamentos “ao acaso” em finais de Outubro/princípios de Novembro, numa altura em que começa a pairar no ar a aproximação do Natal!
As duas primeiras referências que vi eram um incentivo a… gastar dinheiro, delicadamente falando. (Claro que quem não quiser, não gasta; se a sua força de vontade for suficiente…). Felizmente que poucos dias depois chegou a habitual colecção de postais de Natal; se a sua aquisição ajuda a obra ou instituição respectiva, os motivos que enfeitam aqueles vêem lembrar-nos que Natal é mais que consumismo.

É por exemplo anunciar agora a realização de uma tradicional festa para crianças, que assim começam desde já a pensar na Quadra festiva.

E porque não anunciar desde já também aquelas festas para pessoas necessitadas de carinho ou apoio especial? Porque não começar desde já a preparar o Natal do Amor para quem dele necessita? Seria talvez uma maneira de ir apoiando essas pessoas.

2. Temos muitas vezes o hábito de criticar (pela negativa) coisas ou atitudes que achamos estarem mal. Poucas vezes porém comentamos situações pela positiva. Naquele caso é frequente dizer-se “Isto está mal (…) aquilo também está”. E à pergunta “Não há nada de positivo a apontar?”

responde-se “O que está bem vê-se, não precisa de ser indicado”.

Talvez se perca aí uma boa oportunidade para estimular ou construir um melhor relacionamento entre as pessoas.

Esta situação está “paredes meias” com a dos direitos e dos deveres. Dando apenas um exemplo, é fácil criticar (com uma buzinadela ou com um comentário irónico – mea culpa) alguém que atravessa uma passadeira (muito) lentamente ou a ligar o telemóvel; mas não se mostra um sorriso ou não se faz um aceno a quem a atravessa (mais) rapidamente.

Toda agente sabe que uma passadeira dá o direito de atravessar uma rua; mas algumas pessoas não saberão que têm o dever de a atravessar diligentemente.

E também as ideias “são como as cerejas”. Por que motivo não se promovem campanhas para elucidar os peões nesse sentido?

3. De vez em quando vem-me parar às mãos um jornal “lá da terra”. Passar uma (mais ou menos demorada) vista de olhos por ele mitiga a nostálgica separação. Sem sair de “cá” vou até “lá” por alguns minutos, aterrando depois novamente na pista da realidade. Mas enquanto o pau (da saudade) vai e vem, folgam as costas (do imaginário reencontro). Se não tenho muito tempo, “vou ali e já venho”; caso contrário saboreio a “viagem” à medida da disposição.

Um destes dias “comi” demoradamente uma notícia, deleitando-me com cada um dos seus parágrafos ou períodos, com todas as suas letras e palavras, sem me escapar ainda qualquer ponto ou vírgula, tal a doçura da mesma. Era de fazer crescer água na boca pois falava de uma miniatura da Universidade de Coimbra feita à base de açúcar. Nem mais.

Segundo o referido, os ingredientes usados foram quarenta quilos de açúcar, trinta claras de ovo, água e gelatina, “espalhados” por todos os edifícios do Pátio da Universidade num quadrado com um metro e vinte e seis de largo. E a torre lá estava no seu lugar, bem como a Porta Férrea, entre os restantes. Para representar os vidros das janelas foram usadas folhas de acetato.

De acordo com o “arquitecto” pasteleiro seu autor, esta universidade poderá “manter-se de pé” durante quinze ou vinte anos (sem azedar…); e tem já um valor “seguro” de vinte e cinco mil euros, segundo o “Diário de Coimbra” de 24/10/2003.

No tempo em que a frequentei, a Universidade de Coimbra não era assim tão saborosa, não era propriamente “uma pêra doce”!




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