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Uma afirmação objectiva e oportuna

Estamos numa fase da política em que, até, a História se olvida intencionalmente ou se deforma, aproveitando-a para objectivos partidários intensivos no plano do convívio nacional e internacional.

N/D
26 Nov 2003

Vimo-lo nos responsáveis da formação da Constituição para a União Europeia, onde, até, o Presidente da Comissão quer o cristianismo fora da Constituição.
E isto acontece, quando Historiadores se pronunciam sobre a inclusão da religião cristã na constituição e quando a voz do papa se tem referido com corajosa decisão histórica.

Acontece, porém, que surgiu ultimamente uma voz política objectiva, corajosa e oportuna.

Foi a voz de Vladimir Putin, Presidente Russo, o qual foi recebido pelo Papa recentemente e, antes da recepção, fez uma importante declaração que se inscreverá na própria História.

O Presidente Russo disse, antes da recepção que o papa lhe concedeu:
– «O cristianismo, a base da cultura e da identidade europeia»;

– É necessário «reconciliar as diferenças entre católicos e ortodoxos, como entre católicos e anglicanos».

E tirou a sua conclusão política: «Isso é um passo mais para a integração no espaço europeu».

Os ortodoxos soviéticos e os anglicanos são os que mais se aproximaram da religião católica em termos de credo comum.

Vladimir Putin fixou-se no plano político, donde não podia nem devia sair e, nesse plano, colocou a sua afirmação: «a reconciliação entre católicos e ortodoxos como entre católicos e anglicanos».
Não traiu a História e foi nela que fundamentou a sua oportuna afirmação: «o cristianismo, a base da cultura e da identidade europeia».

Alguns dos que trabalham na futura Constituição europeia parecem desprezar a história, e os símbolos da mesma na vida política desta Europa.

O confronto da afirmação do Presidente Russo com a de Giscard, que preside à Comissão que estuda a dita Constituição é impressionante no plano cultural, histórico e político.

Di-lo com estas palavras: «Isso é um passo mais para a integração no espaço europeu».

Os países de Leste europeu que passam a formar parte da Europa histórica, juntam-se alegres e felizes, porque retomam o lugar que a História lhes atribui e que certos políticos que os governaram desprezaram.

Vladimir Putin foi objectivo, expressou-se com clareza e fê-lo com coragem. De registar, no entanto, uma outra afirmação: Para a Rússia «isso é um passo mais para a integração no espaço europeu».

Esta afirmação expressa com clareza o desejo de ligar a Rússia à política da Europa num conjunto grandioso e maravilhoso do Velho Continente, o qual marcaria, ou poderia marcar, a posição e o poder do Velho Continente, politicamente interessado numa política actual com profunda raiz histórica.

De assinalar ainda uma outra afirmação do Presidente Russo. É esta: «É necessário reconciliar as diferenças entre católicos e ortodoxos, como entre católicos e anglicanos».

Uns e outros – ortodoxos e anglicanos – estão, no plano ideológico muito próximos e foram questões políticas que levaram à visão existente, questões provocadas, por “ortodoxos e anglicanos”.

Nesta hora em que certos políticos sacrificam a História dos seus caminhos e visões partidárias, os factos que Vladimir Putin apresenta e deseja ver resolvidos são, não apenas uma solução, ou podem ser, de problemas históricos, mas também uma força moral que leve outros a estudarem as suas posições e atitudes e que actuem mais conforme à História.

Os que redigiram a Constituição Europeia, até ao presente, não se preocupam com os factos como Vladimir Putin os apresenta: «O cristianismo, a base da cultura e da identidade europeia».

Estes, os que redigiram a Constituição, serviram-se da política actual para a porem ao serviço da política partidária e, até, adversa à realidade histórica, quando esta tem uma influência cristã.
E quando políticos e intelectuais honestos e independentes expressam essa verdade, certos políticos parecem conspurcá-lo.




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