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Nótulas soltas da minha agenda

Continuo a não aceitar que se fechem as universidades a cadeado. Há outras formas de luta. Democráticas. Respeitadoras dos outros, dos que querem ir às aulas, fazer frequências, estudar, investigar, dar aulas, etc.

N/D
24 Nov 2003

1. Selvagens! Vi e fiquei profundamente indignado com o que se passou em França com a equipa de Sub-21. O balneário todo destruído! A alegria não se manifesta pela destruição. Sinto desgosto profundo. Nem encontro desculpa para semelhante acto!
2. Ainda bem que o Governo não vai pelas “salas de chuto” nas cadeias. Cito, a propósito, uma passagem de um editorial do Director do Expresso: “O Estado deveria tornar claro que na droga não pode haver cedência. Sendo a droga um mal, toda a cedência é um crime. Quando se cede hoje, pondo o limite mais à frente, sabe-se que amanhã será preciso ceder mais um pouco, e depois do amanhã ainda mais.

Subscrevo totalmente esta posição.

3. Sendo as cadeias espaços limitados, bem confinados e de entradas controladas, como se explica que as drogas entrem e circulem, pelos vistos, em grandes quantidades, sem que ninguém dê conta?

4. Continuo a não aceitar que se fechem as universidades a cadeado. Há outras formas de luta. Democráticas. Respeitadoras dos outros, dos que querem ir às aulas, fazer frequências, estudar, investigar, dar aulas, etc.

Se pega a moda, qualquer dia temos as Repartições de Finanças fechadas a cadeado por contribuintes que se sentem lesados ou mal tributados. Ou os Hospitais trancados porque há médicos negligentes ou distraídos. Ou …

5. A APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima), ONG, tem desenvolvido um excelente trabalho de apoio às vítimas, sobretudo mulheres trabalhadoras em casa (as chamadas domésticas). Esta instituição denunciou, recentemente situações de violência doméstica que me impressionaram: 60 mulheres morreram em Portugal, no ano de 2002 e 300 foram vítimas de crimes contra a vida em igual período de tempo. Mas quantas mulheres, crianças e jovens teriam (e são!) vítimas silenciosas, sofrendo em silêncio a brutalidade de alguém que, talvez, lhe seja muito próximo?

6. Fico incomodado com tanta acusação que tem recaído sobre os polícias. Como é que ainda há jovens que querem seguir aquela carreira de serviço à comunidade? Acredito que haja polícias violentos. Mas quantos polícias são diariamente vítimas da violência de marginais, muitos deles até morrendo assassinados? Bem sei que a violência gera violência. Mas os polícias merecem outro olhar, atenção e respeito. Para nosso bem, pelo menos! Por que não se referem as boas práticas exercidas silêncio e discretamente por tantos agentes policiais, no apoio a deficientes, idosos ou crianças, na prestação de informações ou com a sua presença securizante?

7. A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas divulgou recentemente um estudo objectivo sobre “Política Fiscal da Família”, cujo autor é Rui Marques, Licenciado em Direito e com um vasto curriculum nas áreas da Fiscalidade e Direito. Já se sabia que do ponto de vista fiscal os casais (marido e mulher) que se mantenham unidos são altamente penalizados. Rui Marques analisou a situação que convida às “uniões de facto” ou ao divórcio por conveniência. É urgente dar a volta! As famílias não podem ser prejudicadas por acreditarem na sua estabilidade! Está, pois, nas nossas (cidadãos eleitores) exigir as mudanças que se impõem!




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