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Os ziguezagues da vida e do mundo

Este mundo em que vivemos parece, na época que passa, um ébrio enfrascado de álcool.É o que nos é dado observar, felizmente à distância, nesse país onde floresceu uma grande civilização na antiguidade, o país da Mesopotâmia, da Assíria, de Nínive, da Babilónia (para onde foram levados cativos os judeus no ano de 587 A.C.).

N/D
22 Nov 2003

Depois das guerras com o Irão, em que pereceram muitos milhares de contendores, do Koweit, enquanto invasores e expulsos, os Iraquianos vêem-se envolvidos em mais um conflito crucial, surdo e sub-reptício, que semeia destruições e mortes cada dia que passa.

Quem se meteu nessa “alhada” só pensa agora como há-de sair dela, esquecendo-se que os Iraquianos, a começar pelo ex-chefe Saddam, são homens calejados e argamassados na guerra, perfeitos conhecedores dos meandros, astúcias, estratégias e maldades desse mundo violento e sanguinolento.

Oxalá esse martirizado País alcance, depressa, uma paz estável e duradoira! Terá de haver muita diplomacia, diálogo e acção não só com os Iraquianos, mas também com os países vizinhos da região. A esperança é a última coisa a morrer. E bem pode acontecer que num futuro não longínquo o sol irradie com claridade e vigor nessa terras da Mesopotâmia.

Esta evolução positiva está-se a verificar, ao menos na data em que escrevemos, num país próximo – a Palestina. Depois de meses e anos de confrontos e golpes alternados, com a perda de muitas vidas, sangue derramado e destruições de toda a ordem, a terra pisada pelo Redentor da humanidade – Jesus Cristo – e regada pelo seu sangue, começa a respirar a paz e o sossego.

Desejamos que seja por longos e prósperos anos.

Assistimos também a uma evolução inesperada em qualquer país do mundo, mormente nos da velha Europa e da nossa nação lusitana. Teremos de conviver com os sobressaltos do dia-a-dia, as inovações favoráveis e desfavoráveis, os fluxos constantes para as novas “urbes” dos centros comerciais e hipermercados, onde se descarregam os euros adquiridos ao longo do mês.

Infelizmente, alguns terão de se sujeitar à restrição do seu pequeno pecúlio e comprar uns carapaus em vez de cherne ou lagosta!

No meio de toda esta efervescência, mutação e, em certos casos, ruína e destruição, há necessidade de preservar e respeitar valores fundamentais da pessoa humana neste mundo. Aliás, ele transformar-se-á numa grande selva. Refiro-me aos valores da paz e da fraternidade, da justiça e dos direitos fundamentais da pessoa humana. A ajuda aos mais pobres e desfavorecidos. O emprego estável e remunerado. O bem-estar da família e da sociedade.

E nesta matéria há uma grande responsabilidade que recai sobre governantes. Se pensam apenas nos seus interesses e de determinadas camadas sociais, geralmente com maior poder económico e financeiro, podem estar a empurrar toda uma nação para grande instabilidade social.

Quando o mundo e os povos são conduzidos apenas por conceitos ideológicos marxistas, liberais ou neoliberais sem ter em conta o ser humano e o seu contexto, a família, os filhos e a realidade concreta, singular e individual, podem estar a afastar-se dum modelo de sociedade conseguida e feliz que deve ser ideal e prioritário para todos eles.

Se não podemos evitar os ziguezagues do tempo actual, ao menos que eles não precipitem a humanidade para becos sem saída. Um mundo novo deve ser também um mundo próspero e solidário.




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