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Outro ponto de vista…

Parece-nos que venceu o amor e, quando assim é, vale a pena viver neste mundo, às vezes um mundo de aparências, outras de ilusão.

N/D
14 Nov 2003

Arecente polémica acerca do anunciado casamento do Príncipe das Astúrias com uma não Princesa, por acaso asturiana, e divorciada, veio criar um espaço de debate interessante sobre a natureza de um casamento, que aos olhos vistos parece de amor…

E sobre o casamento, nos dias que correm, façamos uma reflexão.

Numa sociedade de tradição judaico-cristã, como a nossa, entende-se o casamento como uma união para a vida.

Sem pretendermos discutir as bases, ou premissas, que se implicam na conclusão, os dados que hoje dispomos per-mitem-nos concluir que algo de novo está a acontecer.

Um cada vez número maior de casamentos chega ao fim, é dado indesmentível!

Compreender-se das razões do fim de uma relação, que inicialmente se pretende para todo o sempre, é esforço titânico, inglório mesmo.

Haverá razões e explicações para tudo! Não nos interessa as respostas, pois nem em tese académica conseguiríamos atingir.

Interessa-nos perceber e entender a assumida honestidade de quem percebe o fim de um ciclo de vida. Parece-nos relevante este aspecto.

Até porque não acreditamos que alguém termine algo, importante, de ânimo leve.

Acreditamos, sim, na natureza humana que tende para a felicidade.

E, a mesma deve ser construída, não pode nunca ser imposta.

Esta natureza de liberdade para a felicidade é marca de diferenciação.

É neste sinal de abertura que a mensagem de Cristo ganha também sentido.

Não faz sentido prolongar o sofrimento, ganha todo o sentido a ruptura, encontrando no quotidiano popular uma expressão única que ilustra o que pensamos: “quem muda Deus ajuda”.

O sentido da elevação do acto do Príncipe e da Princesa foi terem perce-bido que sempre é tempo de procurar espaços novos de relacionamento, apesar do falhanço inicial de uma relação anterior.

Parece-nos que venceu o amor e, quando assim é, vale a pena viver neste mundo, às vezes um mundo de aparências, outras de ilusão.

O nosso, procuremos construi-lo com amor e, autenticidade, apesar das hipocrisias que pairam por aí.




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