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Chover no molhado (24)

Vou procurar, agora, estabelecer uma dialéctica entre o “bem” e o “mal”, não apenas no sentido de favorecer o crescimento e o fortalecimento do “bem”, mas também no desejo de satisfazer uma das exigências fundamentais e universais da pessoa humana, pois esta, ao praticá-la livremente, se torna cada vez mais pessoa.

N/D
12 Nov 2003

Não vou abordar a noção teórica nem do “Bem”, nem do “Mal”, nem tão pouco suas origens, causas, condicionalismos e suas ocasiões. Tudo isto já foi “bem batido” por muitas mentes eruditas e profundas, tais como as de filósofos, políticos, moralistas, psico-sociólogos, fisiólogos e outros…
Vou entrar, então, por este caminho, o da correlação entre prática e superação. A prática e consequente crescimento do “bem”, parece-me poder atribuir-lhes a função de enfraquecimento do “mal”; e à superação do “mal” por parte da pessoa, claro, parece-me poder atribuir-lhe a função de fortalecimento do “bem”. A superação é virtude. É força. E o “mal” é aquilo que carece de “bem”.

Então, por este facto, é no “bem” que o “mal” quando livre em sua liberdade, procura satisfazer suas carências. Não é descabido, pois, reconhecer ao “mal” a liberdade de ser livre. Mas a liberdade do “mal”, quando livre, não é a de se fortalecer na prática do “mal”, mas é sim a de descobrir e orientar-se para a prática do “bem”, visto, como foi dito, ser no “bem” que o “mal” satisfaz suas carências. Caso contrário, o “mal” é o suicídio, é o rancor que guarda a quem o pratica.

Vá para longe, então, o desespero, a decepção, a violência, perante a presença do “mal”, pois é próprio de sua pedagogia estimular a pessoa humana a enamorar-se do “bem”, da “verdade”, da “bondade”.

Então a pessoa exige, e exige com direito e justiça, que as forças da Ordem, com eficiência e inteligência, desmotivem todos os que procuram desviar a livre liberdade do “mal” de descobrir as suas carências de “bem” de “verdade” e de “bondade”.




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