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Nótulas soltas da minha agenda

Continua o folclore do “não pagamos!Mas pagam as “queimas das fitas”, “as recepções aos caloiros”, as “nights”

N/D
10 Nov 2003

1 Aura Miguel merecia um prémio literário pela sua notável obra “Porque viajas tanto?”. Memória, História da Igreja, Teologia, etc. Tudo esta obra congrega de forma precisa e preciosa. Li com muito agrado e proveito este livro.

Lamentavelmente a Igreja (Povo de Deus e, também, a Hierarquia) ainda não pensaram em criar um prémio para agradecer e assinalar uma obra cristã. É pena. Há dinheiro para tanta “coisa” estúpida e ridícula… que não constroem Igreja neste início do século XXI!

Aura Miguel merecia um prémio pela excelente obra que escreveu.

2. Continua o folclore do “não pagamos!” Alguém há-de pagar os professores, a electricidade, a água, os auxiliares de laboratórios, a aquisição de livros, a investigação, a destruição do material de apoio (carteiras, casas de banho, paredes…) que acontece nas nossas escolas de forma inadmissível… Alguém há-de pagar…

Mas pagam as “queimas das fitas”, “as recepções aos caloiros”, as “nights”.

3. Ouvi numa emissora de rádio um político dizer de outros: “um tinha a teoria do oásis” e “outro da miragem”. Esqueceu-se de dizer que ele próprio tinha a teoria de um “rio arreico do deserto”!

4. Não fumo nem aprecio o tabaco. Penso que os fumadores não agem bem fumando. Prejudicam-se. Prejudicam os outros. Mas não acredito que a “prevenção terrorista” que se está a fazer também seja positiva. Não é pelo medo nem pelo terror que se faz a prevenção do tabagismo, do álcool ou de outras drogas). Parece-me uma estratégia errada. E antipática. Não terá um efeito perverso?

5. Não me regozijo, de todo, com as inaugurações sucessivas dos estádios de futebol. Milhões de euros gastos em detrimento de políticas sociais. No momento em que paira sobre tantos milhares de portugueses a possibilidade ou já a realidade do desemprego não acho correcto tanto desperdício e afinal destinado a um grupo restrito de cidadãos (não há tantos adeptos de clubes que se limitam a “ver jogar” pela televisão?). Será que a partir de 2004 os estádios vão começar a encher? Será que em 2004 as receitas do turismo (hotelaria, restauração, museus, artesanato, comércio, etc) irão aumentar de forma significativa?

6. Nunca é exagero sublinhar a importância da Liberdade. Também no campo da Educação Portugal continua a ser um país de monopólio na área das escolas. O ensino particular, pouco significativo, não é ensino livre. Devia sê-lo. E não é livre para que quem quiser que os seus filhos o frequente tem de ter dinheiro (bastante), continuando a pagar os impostos para o ensino estatal.

Imagine o leitor que o Estado era o único detentor da comunicação social, possuindo a maioria esmagadora dos jornais, rádios e televisões. Imagine, também, que havia um partido político único, sendo somente tolerados outros

Pois é, no ensino é assim. Há o do Estado e o outro, o particular, é tolerado. Não está bem, pois não?




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