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Os desafios do presente

Somos homens do século XXI – homens, no sentido lato – e não ignoramos as coordenadas do passado com as suas luzes e trevas, valores e contravalores. Embora mantendo a sua espinha dorsal de estabilidade, a sociedade caminha em direcção ao futuro cheia de processos evolutivos e mutações constantes em qualquer área. E pelo que a nossa experiência nos revela, as últimas décadas têm sido dum processo evolutivo muito rápido. E são grandes os desafios que todos têm de enfrentar. Mas eles dizem respeito, de modo especial, à nossa juventude.

N/D
8 Nov 2003

Neste início de ano escolar e social, é principalmente este sector da camada jovem que mais se tem feito ouvir. O problema anda à volta do aumento das propinas. São muitas as despesas que têm de enfrentar para levar por diante os seus estudos, sobretudo aqueles que têm de pagar alojamento ou viagens extensas.
Neste âmbito de relação-educação, sabemos de países que não só não cobram propinas, mas até apoiam monetariamente os jovens estudantes. Sirva de exemplo o caso do Koweit, que, pelo menos, antes da invasão por parte do Iraque tinha esse privilégio. Possivelmente ainda hoje o deve possuir.

Mas há um problema maior que têm de solucionar: a entrada no mercado de trabalho, cada vez mais tenebroso e fechado. E é sobretudo neles que deve assentar a esperança de solução. Não se devem contentar apenas com os conhecimentos teóricos que os mestres lhes apresentam. Eles próprios terão de descobrir as vias para uma sociedade melhor, mais aberta ao bem comum e mais útil para a própria realização pessoal.

Não podem pensar com as cabeças dos outros. Terão de usar a de cada um para encontrar espaço neste mundo quezilento e egoísta. Se a universidade lhes transmitiu este valor da inteligência que leva à criatividade e engenho, ter-lhes-á dado o melhor de si. Contentar-se com a sua mestria e princípios filosóficos e aéreos, ajudará ao pessimismo e derrota no futuro.

Há todo um mundo novo por descobrir, estruturas anquilosadas a renovar ou a abater e progressos a realizar numa visão global, solidária e fraterna.

Vive-se um clima de pessimismo a todos os níveis humanos e sociais, agravado pelas comparações com outros países, que conseguem um índice superior de bem-estar.

Não nos podemos deixar abater por essa situação negativa. É necessário encarar o presente e o futuro com mais fé e optimismo. E há-de ser pelo diálogo e pela vontade forte de mudar e inovar que se devem abrir caminhos de progresso e de resolução dos problemas.

Um dos males que enfrentamos na hora actual é a falta de confiança nas estruturas e naqueles que possuem a responsabilidade de conduzir a sociedade. Não o podemos negar, mas é necessário que governantes e governados favoreçam essa atmosfera de paz e confiança que predispõem para um clima de progresso e saúde. Efectivamente, o estado sanitário de todo um povo depende em grande parte da sua satisfação interior, familiar e social.

As lutas acerbas, o olhar vesgo, o derrotismo, não produzem nada de bom.

Costuma-se dizer que quando nasce uma criança é sinal de que Deus ainda confia na humanidade. Serão os jovens que fervilham nas escolas desde os infantários às universidades e os bebés que dormem nos berços ou se alimentam aos colos das mães que hão-de continuar o mundo novo que Deus criou para todos os homens. Sejamos dignos deles!




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