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Outro Ponto de Vista…

Aprovado na generalidade o Orçamento de Estado, instrumento fundamental do governo da “coisa pública”, parecem-me pertinentes alguns considerandos.

N/D
7 Nov 2003

Um primeiro momento de reflexão surge quando constatamos um orçamento de rigor e, isto deve-se à grande preocupação social e sentido de responsabilidade do governo e da maioria que lhe serve de suporte na Assembleia.
Reduzindo o défice, são criadas condições estruturantes de desenvolvimento do país.

Se a aprovação na generalidade era meta facilmente conseguida, julgo que é no debate das comissões especializadas onde se pode fazer de um orçamento equilibrado, um orçamento mais justo.

Assim, neste segundo momento, lançaria um desafio aos nossos mui ilustres representantes, no sentido de deixarem de ter preocupações pequenas e debruçarem-se sobre as reais necessidades do país.

Aliás uma questão emerge: “que visão temos do país e que país queremos ser?
Com mais e melhor produtividade?

Com mais e melhor competitividade?

Seguramente que a resposta de todos os quadrantes político partidários é unânime e positiva.
O caminho e a metodologia para atingir os objectivos é que é necessariamente divergente.

Mas haverá concordância que sem um investimento sério no capital humano, tudo o resto será “chuva no molhado”.

Nesse sentido o reforço de verbas para a Educação, entendida no seu sentido mais amplo, com a valorização da dimensão aprendente e com uma ligação complementar ao mundo real pode tornar um orçamento aparentemente restritivo em um orçamento de rigor, mas possibilitador de desenvolvimento humano.

Esta ligação ao mundo real deve obrigar os decisores na tomada de posições claras.
Não tem sentido gastar dinheiro em vários subsistemas de formação, nomeadamente quando verificamos que sectores, a formação profissional, que deveria estar num único Ministério, encontra-se espalhada por vários, no caso pelo menos três.

A ligação ao mundo real e quotidiano, sem nunca perder de vista um futuro longínquo e algumas vezes utópico, deve ser um dos elementos enformadores.

Com o rigor de quem pensa o país em termos de geração temos um orçamento equilibrado, realista e com uma preocupação de atendimento a franjas de pessoas que muitas vezes não se conseguem fazer ouvir.

Instrumentalmente necessário para o governo de todos nós adquire uma dimensão outra, porque nos atinge no dia-a-dia. E nós queremos viver num país que conhecemos, sem fantasias e ilusões que duram sempre muito pouco.




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